Multado pela Fifa, dirigente espanhol diz que seu nome finalmente está limpo

O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e vice da Fifa, Angel Maria Villar, comemorou ter levado apenas uma advertência e uma multa de 25 mil francos suíços (US$ 25 mil) por ''má conduta" durante as investigações sobre a suspeita de corrupção na escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022.

Estadão Conteúdo

13 Novembro 2015 | 10h29

"Por um lado, estou muito feliz com esta decisão, porque finalmente ela limpa meu nome depois de tantas insinuações e vazamentos contínuos sobre minha falta de colaboração com a investigação. Por outro lado, em nenhum momento faltei com decoro nem descumpri qualquer outra disposição do Código de Ética da Fifa durante este processo", comentou Villar, em comunicado emitido pela RFEF logo após a publicação da sentença.

De acordo com a federação espanhola, o dirigente foi multado porque, no entender do Comitê de Ética, Villar respondeu a uma solicitação fora do prazo regulamentar e comentou "Deus meu, tenha culhões", durante um depoimento de uma hora a Michael Garcia, o advogado norte-americano contratado pela Fifa para investigar o processo de escolha das próximas Copas.

"Lamento que uma expressão oral que utilizei tenha sido entendida de forma diferente por alguns membros do Comitê de Ética da Fifa. Por esta razão, avaliarei se vou exercer ou não as ações legais contra a sanção imposta", explicou.

A punição ao dirigente poderia ser mais dura, mas o juiz de ética da Fifa, Joachim Eckert, entendeu que Villar depois demonstrou vontade de cooperar. O espanhol é suspeito de orquestrar um pacto declarado para que Espanha e Portugal, que tinham candidatura conjunta pelo Mundial de 2018, trocassem apoio com o Catar, que acabou escolhido como sede da Copa de 2022.

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