Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Mundial de Clubes começa nesta quinta; Nacional quer jogar pela Chapecoense

No Japão, 'velhos conhecidos' do torneio tentam fazer sombra ao time colombiano e Real Madrid

O Estado de S. Paulo

08 de dezembro de 2016 | 05h00

O verde e branco do Nacional, de Medellín, terá mais peso nos próximos dias. O clube colombiano, atual campeão da Copa Libertadores, viaja ao Japão para disputar o Mundial de Clubes com o intuito de dedicar o possível título à Chapecoense. Na corrida para se chegar ao objetivo, o time desafia a maratona do calendário e o peso de ser estreante no torneio, que terá vários veteranos.

O primeiro jogo da competição, por exemplo, será nesta quinta, em Yokohama, com a presença do participante mais corriqueiro. O Auckland City, da Nova Zelândia, representa a Oceania pela sexta vez seguida e a oitava na história. O adversário na fase prévia é o Kashima Antlers, campeão japonês, título obtido no último fim de semana.

O vencedor desse confronto enfrenta nas quartas de final o Mamelodi Sundowns, da África do Sul. Quem passar dessa etapa terá pela frente o Nacional de Medellín na semifinal, marcada para a próxima quarta-feira em Osaka. A equipe colombiana viajou ao Japão com pouco tempo de antecedência, apenas uma semana, pois simulteanamente ao Mundial vai escalar o elenco sub-20 para a fase final da liga local.

Na véspera do embarque para a Ásia, o time do técnico Reinaldo Rueda esteve em Bogotá para enfrentar o Independiente Santa Fé, pelo confronto de ida da semifinal do Campeonato Colombiano. Antes de ir à capital, o time recebeu o apoio da torcida na saída de Medellín, com festa no aeroporto. "É importante usarmos os jogos locais antes de nos prepararmos para um objetivo tão elevado", disse Rueda.

A equipe terá pouco tempo para se ambientar ao fuso horário asiático e para pensar exclusivamente no rival mais temido, o Real Madrid. A equipe espanhola também estreia na semifinal. O adversário será o vencedor do encontro entre América, do México, e o Jeonbuk, da Coreia do Sul. Esses três clubes também já estiveram no Mundial da Fifa em ocasiões anteriores.

O Nacional levará ao Japão bandeiras e camisas da Chapecoense. O clube catarinense sofreu um acidente de avião pouco antes de pousar em Medellín, onde enfrentaria a equipe colombiana pela final da Sul-Americana. A tragédia abalou o clube, mas ao mesmo tempo o agradecimento dos brasileiros pelas manifestações de solidariedade servem como apoio.

"É uma honra para nós saber que muita gente do Brasil vai torcer pelo Nacional. O futebol brasileiro sempre será uma inspiração. Tomara que possamos representar a todos e superar a tristeza", disse Rueda. O treinador espera conseguir pela primeira vez a façanha de levar um clube colombiano ao título mundial. A final será no dia 18 de dezembro, mesma data em que o Nacional pode estar na decisão do campeonato local.

O Real Madrid, da Espanha, tentará levar o Mundial pela segunda vez em três anos. Os favoritos já levaram a taça em 2014, no Marrocos, quando bateram o San Lorenzo, da Argentina. A equipe do técnico Zinedine Zidane irá com a força máxima.

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