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Mundial de Clubes tem cinco estreantes e dois jogadores brasileiros

Competição começa nesta quarta em partida entre Moghreb Tétouan e Auckland City; Real Madrid é favorito a vencer torneio no Marrocos

Vanderson Pimentel, O Estado de S. Paulo

10 de dezembro de 2014 | 07h00

Foram quatro anos consecutivos com representantes brasileiros que conquistaram a Copa Libertadores. No entanto, a edição deste ano do Mundial de Clubes da Fifa, que começa nesta quarta-feira, no Marrocos, não empolga tanto como nos últimos torneios. Capital do país africano, Rabat será palco da partida entre o campeão local Moghreb Tétouan e o Auckland City, da Nova Zelândia, às 17h45, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah.

Essa é a competição com o menor número também de jogadores brasileiros nos últimos anos. Apenas Marcelo, lateral-esquerdo do Real Madrid, e Vitor Saba, meia do Western Sydney Wanderers, são os representantes do País na competição. Entre os sete clubes participantes, cinco deles disputarão o torneio da Fifa pela primeira vez.

Fundado em 1922, o Moghreb Tétouan é um clube mais conhecido pela sua estreita relação com a Espanha do que pela tradição do futebol africano. O time, que teve seu uniforme e escudo inspirados no Atlético de Madrid, foi o único clube marroquino a jogar a primeira divisão espanhola na temporada 1951/1952, quando o país do Norte da África ainda era território pertencente aos ibéricos.

Além da força da torcida, que deve viajar 257 km até Rabat, o Moghreb conta com um ataque perigoso. Ao lado de Zouhaur Naim, artilheiro do último Campeonato Marroquino, a diretoria do clube foi atrás de Mouhssine Iajour. O centroavante, eleito o terceiro melhor jogador do Mundial do ano passado, fez um dos três gols do Raja Casablanca contra o Atlético-MG na semifinal da competição e também deixou sua marca frente ao Auckland City, adversário de logo mais.

Soberano em seu continente, o Auckland City quer dar mais um passo rumo ao profissionalismo. Disputando competições amadoras, o time da Nova Zelândia é o maior vencedor da Liga dos Campeões da Oceania. Neste ano, o time conquistou o seu sexto título da competição ao bater o Amicale, de Vanuatu, por 2 a 1. 

Apesar de ser a equipe que mais disputou o atual formato do Mundial de Clubes, a equipe neozelandesa tem desempenho fraco no torneio. Dos oito jogos que realizou, entre 2006, 2009, 2011, 2012 e 2013, só venceu duas partidas, contra o Al-Ahli, dos Emirados Árabes, e Mazembe, da República Democrática do Congo, em sua segunda participação na disputa, ficando com a quinta colocação.

ADVERSÁRIOS

O vencedor do primeiro confronto enfrentará dia 13 de dezembro o Entente Sportive de Sétif, da Argélia. Campeão da Liga dos Campeões da África em novembro, o time foi o último a garantir vaga no Mundial ao empatar, diante de seus torcedores, em 1 a 1, contra o Vita Club, do Congo (o primeiro jogo foi 2 a 2). O time, em sua maioria formado por jovens jogadores, tem em El Hedi Belameiri o seu principal nome. O atleta foi o artilheiro da competição continental ao anotar seis gols.

Nas semifinais, quem avançar dos três enfrenta o San Lorenzo, quatro dias depois. Considerada a quinta força do futebol argentino, o clube de Boedo conquistou sua primeira Libertadores e chega ao Marrocos tendo experiência como palavra-chave. Comandado por Edgardo Bauza, treinador que levou a LDU à final do torneio internacional em 2008, o "time do Papa Francisco" vendeu jogadores como Piatti e Gentiletti e se reforçou com veteranos. Leo Franco, de passagens pela seleção argentina, e Mario Yepes, ex-capitão da Colômbia, foram as principais contratações de uma equipe que já conta com jogadores na casa dos 30, como Leandro Romagnoli, Mauro Cetto e Néstor Ortigoza.

OUTRA CHAVE

Demorou, mas o sofrimento do Cruz Azul acabou. Após ser duas vezes vice, o clube da Cidade do México ganhou a Liga dos Campeões da Concacaf ao bater o Toluca por 1 a 0, após empate no primeiro jogo. Preparando-se para o torneio desde o dia 1º de dezembro na Espanha, a equipe possui jogadores de passagens marcantes na seleção local como José Corona, Gerardo Torrado e Marco Fabián, aliados ao rápido e entrosado ataque formado pelos argentinos Mauro Formica e Mariano Pavone, como armas para ganhar do Western Sydney Wanderers, da Austrália, no dia 13 de dezembro.

O adversário do experiente time mexicano é o principal caçula do torneio. Fundado há apenas dois anos, o Western Sydney Wanderers foi campeão australiano já no ano seguinte de sua existência e na edição da Liga dos Campeões da Ásia deste ano, bateu o Al-Hilal na decisão, levando a apaixonada torcida ao delírio. No entanto, o time disputa o seu primeiro Mundial sob grande tensão. Jogadores da equipe ameaçaram boicotar a competição, alegando porcentagem pequena no bônus em caso de vitória. A diretoria resolveu o problema a tempo e os jogadores embarcaram para o Marrocos.

Quem passar às semifinais terá o desafio mais complicado no dia 16 de dezembro. Decacampeão da Liga dos Campeões, o Real Madrid é o favorito a ganhar o torneio deste ano pelo milionário elenco. Como a maioria dos times europeus que disputa a competição, o clube deve entrar em campo não dando grande importância ao torneio. Porém, mesmo com o desfalque de James Rodríguez, que machucou a panturrilha direita, o time merengue entra na competição liderado por Cristiano Ronaldo, favorito ao Bola de Ouro deste ano.

A grande final da competição está programada para dia 20 de dezembro, no Estádio de Marrakech. O local, outra casa em Marrocos a abrigar a competição, além do estádio de Rabat, será também o palco da disputa de terceiro e quarto lugares do torneio organizado pela Fifa.

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