Muñoz deve ser a novidade do Palmeiras

Jair Picerni deve aposentar o esquema tático que não funcionou em Porto Alegre, na derrota do Palmeiras para o Inter, com cinco jogadores no meio-de-campo e só um atacante. Na quinta-feira, contra o Vitória, Pedrinho voltará a atuar como meia. O treinador também deve optar pela formação tradicional do ataque, com Vágner Love e Muñoz. O colombiano, que nem chegou a viajar com a delegação para o Sul, já não sente dores no joelho direito e deve ter a sua escalação confirmada se passar pelo teste de campo no treino de terça à tarde na Academia de Futebol.Nesta segunda-feira, Muñoz participou de um treino físico no campo número 2 da Academia. Não mostrou nenhuma dificuldade. Correu em zigue-zague, chutou a gol, forçou bastante o joelho. Voltou para casa animado. Só não conseguiu explicar as razões das dores que o tiraram do jogo em Porto Alegre, já que a ressonância magnética não acusou nenhum problema.?O mais importante é que estou me sentindo bem. Vou trabalhar para voltar ao time contra o Vitória. Teremos uma semana importante pela frente e temos de reverter a situação?, disse o atacante colombiano.Muñoz não será a única novidade no jogo de quinta. Sem o goleiro Marcos, que viajou com a seleção brasileira para a Hungria, Sérgio reassume a camisa número 1. A situação não é nova para ele, que está no clube há 15 anos. ?Trabalho no dia-a-dia para isso. Tenho de estar sempre preparado porque nunca se sabe quando a chance vai aparecer. Felizmente, tenho me saído bem.?Sérgio é quase um segundo titular no gol palmeirense. Até a sua relação de amizade com Marcos é ótima. Por isso mesmo, ele fica pouco à vontade para comentar a falha do companheiro de posição no contra o Inter. ?Também já aconteceu comigo, faz parte do futebol. Nem gosto de falar sobre isso. Só sei que o Marcão tem crédito, é goleiro da seleção brasileira. Além disso, o jogo com o Inter já passou. Agora, o Palmeiras tem de pensar na sua recuperação. A única coisa que nos interessa é vencer o Vitória e fazer desse jogo o ponto de partida para a recuperação.?Sérgio está entre os jogadores que caíram com o time em 2002. Os outros são o próprio Marcos, Pedrinho, Leonardo e Muñoz. Diferentemente dos companheiros, o goleiro reserva não se sente traumatizado. ?De minha parte, não sofro nenhum trauma. E há uma explicação: esse time é forte. Jovem, até certo inexperiente, mas forte. Temos força para reagir.?

Agencia Estado,

26 de abril de 2004 | 20h03

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