Muñoz manda Palmeiras atacar domingo

O atacante Muñoz colocou um ponto final no respeito excessivo que os jogadores do Palmeiras estavam demonstrando pelo Paysandu. Ao ser informado de que os ingressos para o jogo de domingo praticamente se esgotaram, disse que vencer a partida, mesmo fora de casa, não será uma tarefa difícil. "Essa história de que vamos jogar longe da nossa torcida não tem nada a ver. Existem vários exemplos de equipes que ganharam títulos importantes no campo do adversário. Já jogamos várias vezes contra grandes públicos e nos saímos bem". O treinador Vanderlei Luxemburgo parece ter incorporado a idéia do colombiano, um dos jogadores que mais elogia no elenco. Após desembarcar em Belém anunciando o favoritismo do Paysandu, mudou repentinamente de idéia. "A torcida não irá ao Mangueirão para nos pressionar e sim para vibrar com o time da casa. Além disso, não vai entrar em campo". Mesmo não tendo realizado muitos treinamentos táticos durante a semana, Luxemburgo deve manter a marcação sob pressão na saída de bola do adversário. O próprio Muñoz, embora não queira falar abertamente sobre o tema, acredita que uma alteração da postura neste momento seria temerária. "Acho que vamos sair para cima. O Vanderlei ainda não nos falou nada sobre isso, mas temos que fazer as mesmas coisas que levaram o Palmeiras até a semifinal, continuar com a pegada forte. Não vamos dar mole". Por outro lado, o atacante lembrou que dificilmente o Paysandu deixará de tomar a iniciativa da partida. "A pressão da torcida será fundamental para isso. Jogando em casa certamente seus jogadores irão se empolgar. Mas a qualidade da equipe deles não pode ser esquecida.Nenhum time chega a uma semifinal sem méritos". Para Muñoz, o fato da Copa dos Campeões ser um torneio em que cada partida tem um caráter decisivo serviu para amadurecer a equipe, composta por vários jogadores jovens. "Todos aqui sabem que esse título vale uma vaga para a Libertadores. Por isso, estamos enxergando o Paysandu como um adversário da mesma grandeza daqueles que estamos acostumados a enfrentar durante o ano". Após 27 dias longe de São Paulo, os jogadores acostumaram-se com o calor. A umidade de Belém, contrastando com o clima seco de Teresina, é citada a todo momento como um fator positivo para a partida de domingo. O meia Lopes, por exemplo, reconheceu que chegou a sentir falta de ar na partida contra o Fluminense domingo passado na capital piauiense. "Os jogadores vão transpirar mais aqui do que em Teresina", revela o preparador físico Walmir Cruz. "Apesar da adaptação às elevadas temperaturas já ter ocorrido, durante a partida contra o Paysandu deveremos repor a perda excessiva de sais minerais e carbonato de sódio".

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