Mariah Schmidt/Divulgação
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Muricy aconselha presidente Casares a não mudar a diretoria do São Paulo até fevereiro

Coordenador técnico do clube a partir de 2021 elogia trabalho dos atuais dirigentes e projeta usar mais a base: 'Buscar jogador só para compor o grupo não dá'

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2020 | 05h00

Julio Casares vai assumir a presidência do São Paulo apenas no primeiro dia de 2021, mas já analisa as possíveis mudanças que fará no clube. Uma está confirmada: Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro como técnico do time, vai assumir a função de coordenador. Para Muricy, mudanças na diretoria não devem ocorrer até o fim desta temporada, em fevereiro.

A comissão técnica encabeçada por Fernando Diniz está garantida, até porque a equipe lidera o Campeonato Brasileiro e está na semifinal da Copa do Brasil. E também porque Rogério Ceni foi para o Flamengo. Ele era o grande sonho do novo presidente. No departamento de futebol, porém, Casares deve promover mudanças. O atual gerente de futebol Alexandre Pássaro não deve permanecer. O diretor-executivo de futebol Raí também não está garantido. O Estadão apurou que Casares já conversou com Rodrigo Caetano, hoje no Internacional, para assumir o cargo no São Paulo.

"Não é o momento (de ter mudanças), na minha opinião. Esse pessoal tem de ficar até o fim da temporada, e depois o presidente vai fazer o que ele achar melhor, se vai trocar ou manter as peças. Agora não pode criar um fato novo. É positivo ou negativo, e se criar o negativo pode desandar o negócio. Tem de deixar quieto, tranquilo. O Casares é sensato, tranquilo, é gestor. Acho que essa transição vai ser bem tranquila. Não tenho nada que me meter num lugar que está indo bem", palpitou Muricy Ramalho, durante participação em programa do SporTV.

Muricy não tem data para trabalhar presencialmente no São Paulo. Em razão da pandemia do coronavírus, ele segue isolado em seu apartamento em Riviera, litoral paulista. Por enquanto, tem realizado reuniões sobre o clube por videoconferência. Seu contrato será válido por três anos, durante o mandato de Casares, e terá uma cláusula que não permitirá transformá-lo em técnico. O pedido foi feito pelo próprio Muricy e tem o objetivo de evitar especulações caso algum treinador esteja balançando no posto.

O futuro coordenador do São Paulo também comentou sobre a busca por reforços e disse que pretende utilizar mais a base. "O jogador hoje é muito caro. Buscar jogador só para compor o grupo não dá. Tem de ser titular e acima da média. Para compor o grupo, vamos na base. Amadurecer e usar no futuro. Quando voltei em 2013 (ainda como treinador), tinha quase 40 jogadores lá. Não dá para ser assim. Tem de tomar cuidado nas contratações".

Ex-jogador e ex-treinador, Muricy estava trabalhando como comentarista do Grupo Globo. Antes da eleição presidencial no São Paulo, ele deixou a emissora após aceitar o convite de Casares, que era muito favorito no pleito realizado no último sábado no Morumbi.

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