JF Diório/Estadão
JF Diório/Estadão

Muricy chega aos 400 jogos pelo São Paulo e fala em parar

Treinador é o quarto em lista dos que mais dirigiram o Tricolor na história

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

26 de fevereiro de 2014 | 12h00

SÃO PAULO - A partida desta quarta-feira contra o XV de Piracicaba terá sabor especial para Muricy Ramalho. O treinador completará 400 jogos como treinador do São Paulo e se juntará a Telê Santana (411 jogos), Poy (422) e Feola (532) entre os que atingiram a marca.

Discípulo de Telê, Muricy estreou à frente do Tricolor em 23 de janeiro de 1994 comandando a equipe no Campeonato Paulista enquanto Telê ainda descansava da conquista do bicampeonato mundial Interclubes. De lá para cá foram 399 jogos, 213 vitórias, 109 empates, 77 derrotas (o time marcou 677 gols e sofreu 392) e a conquista de títulos importantes como a Copa Conmebol e o tricampeonato Brasileiro entre 2006 e 2008.

"É uma marca expressiva, mostra que o trabalho foi reconhecido e deu retorno. Não é fácil ficar tanto tempo em um clube grande como este, campeão mundial e de tudo, e por isso esses 400 jogos mostram a nossa competência. É motivo de orgulho, porque atingir essa marca não é pra qualquer um. Recebo isso com satisfação, porque sempre procurei trabalhar bem para ajudar o clube", afirmou ao site oficial do clube.

Foi na inédita conquista dos três brasileiros que Muricy virou praticamente uma entidade para a torcida. A conquista de 2008, quando tirou uma diferença de 11 pontos para o Grêmio em um turno entrou para a galeria dos títulos mais dramáticos e importantes do clube. O gesto de bater nos braços ficou eternizado e até hoje é uma marca do treinador.

"O Campeonato Brasileiro estava começando, e o ambiente era muito ruim. Briguei com muita gente pra ficar no São Paulo. Confiei no meu trabalho e no presidente Juvenal Juvêncio e, assim, fomos tricampeões. Se eu tivesse saído, não teria conquistado esse título que, pra mim, representa muito", diz o treinador.

Muricy, que no ano passado declarou em entrevista exclusiva ao Estado que pretende se aposentar no clube, voltou a falar sobre o assunto. Após chegar no ano passado para tirar o time da zona de rebaixamento do Brasileiro, agora trabalha para recolocá-lo na rota dos títulos e então sim deixar de trabalhar.

"Agora minha ideia é ficar aqui até o final do meu contrato, que tem mais dois anos, e quem sabe encerrar a minha carreira. Claro, se me deixarem ficar até lá (risos). Se eu conseguir, aí consigo bater o recorde do Feola (532 jogos no comando do Tricolor). Minha intenção é me aposentar no São Paulo."

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