Ricardo Saiburn/Divulgação
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Muricy conta com estreia rápida de Renteria

Técnico do Santos pretende usar o atacante colombiano para dar descanso a Neymar

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2011 | 08h56

Muricy Ramalho tem planos especiais para Renteria, seu mais recente reforço, a ser apresentado nesta terça-feira. Bastou o colombiano de 26 anos ter participado de um rápido treino de domínio de bola e passe, em campo reduzido, sexta-feira à tarde, para o treinador antecipar que pretende pelo menos deixá-lo no banco contra o Fluminense, sábado à noite, em Volta Redonda, no Rio.

Embora esteja satisfeito com a dupla de atacantes formada por Alan Kardec e Borges, o treinador agora passa a ter mais um jogador alto (1m86), que tanto pode ser utilizado como opção para atuar entre os zagueiros para explorar o jogo aéreo como pelos lados dos campos, puxando os contra-ataques.

A pressa de Muricy se explica. Ele teme que a maratona de jogos pelo Santos e pela seleção estoure Neymar, o que representaria enorme prejuízo para o time no Mundial, em dezembro. Se Renteria se entender bem com Borges e Alan Kardec, o garoto poderá ser preservado em alguns jogos quando a viagem estiver mais próxima.

Por enquanto, são mínimas as informações sobre o colombiano. Consta que ele está sem participar de uma partida oficial desde 18 de maio, quando o Santos eliminou o Once Caldas, da Colômbia, nas quartas de final da Libertadores. Depois de ser reprovado nos exames médicos no Cruz Azul, do México, por causa de um problema pulmonar, ele foi registrado por seu empresário no Caxias, do Rio Grande do Sul.

Para assinar contrato de empréstimo por um ano, Renteria teve de passar por minuciosos exames em clínicas da Capital. O Santos queria ter certeza de que o problema pulmonar estava superado. Na segunda-feira da semana passada, o médico-chefe do Santos, Rodrigo Zogaib, finalmente entregou ao departamento de futebol o relatório em que considera o colombiano em condições para jogar.

Renteria já trabalhou com Muricy no Internacional, em 2005. Ele foi contratado após ter se destacado na seleção colombiana no Mundial Sub-20 daquele ano. Na mesma temporada, o atacante se sagrou campeão Sul-Americano Sub-20 pelo seu país. No ano seguinte, sob o comando de Abel Braga, foi campeão da Libertadores. A sua participação foi decisiva, com quatro gols, dois deles na fase eliminatória: um contra o Nacional, do Uruguai, e o outro diante da LDU, do Equador.

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