Paulo Vítor/AE
Paulo Vítor/AE

Muricy destaca seu papel de 'exemplo' no Fluminense

Técnico relembra que dispensou cargo na seleção brasileira para ser leal ao time das Laranjeiras

AE, Agência Estado

26 de novembro de 2010 | 14h06

O técnico Muricy Ramalho destacou nesta sexta-feira, no Rio, que a conduta adotada por ele desde quando chegou ao Fluminense tem sido fundamental para o sucesso da equipe e dele próprio no comando do time, que no próximo domingo enfrentará o Palmeiras, em Barueri, para ficar mais próximo do título do Campeonato Brasileiro ou até conquistá-lo, caso a equipe carioca seja beneficiada por tropeços de Corinthians e Cruzeiro na penúltima rodada da competição.

Veja também:

linkMuricy escala Flu com Fred e Emerson no ataque

Durante a campanha do Fluminense neste Brasileirão, o treinador quase deixou o clube após receber uma proposta para dirigir a seleção brasileira, mas preferiu permanecer nas Laranjeiras e ser leal ao time que apostou no seu trabalho a longo prazo, fato que foi enfatizado por ele nesta sexta.

"Nunca aposto em nada, só defendo meus princípios e vejo o que pode acontecer. Se eu fosse pensar teria aceitado o convite da seleção e não quis naquela época. Não sabíamos ainda se seriamos campeões ou brigaríamos por título. Isso ajuda a seus jogadores acreditarem no seu projeto. Sei que ganhar é muito importante e nosso primeiro objetivo, que era a Libertadores, já foi alcançado. Mostramos para as pessoas que podemos crescer e isso é muito bom", ressaltou o treinador, em entrevista coletiva.

Muricy também lembrou que precisa servir de exemplo aos jogadores, que ganharam ainda mais confiança sob o comando do técnico campeão brasileiro em 2006, 2007 e 2008, em todos estes ano pelo São Paulo.

"Tem muitas coisas que acontecem no mundo do futebol e temos que estar ligados no que fazemos no dia a dia. Temos que ser exemplos para nossos jogadores. Não forço nada, deixo acontecer pouco a pouco e vou mostrando minha maneira de trabalhar e isso dá resultado. Sei que a diretoria nos ajudou bastante e isso faz a diferença no fim", disse o técnico, lembrando que apenas a estrutura fornecida pelo clube não é suficiente para produzir uma equipe vitoriosa.

"Temos sempre que lembrar que quem nos leva à vitória é o jogador e não uma máquina, ou uma esteira. Quando você fala e o jogador acredita isso passa para dentro do campo, fora isso não funciona", opinou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.