Muricy está preocupado com o meio-campo do São Paulo

Treinador são-paulino não gosta do rendimento da equipe no começo do Campeonato Paulista

Alfredo Luiz Filho, Jornal da Tarde

08 de fevereiro de 2008 | 20h22

Muricy Ramalho está preocupado. Passado um mês desde o retorno das férias, o São Paulo ainda não engrenou. Pior do que isso: não deu mostras de que as coisas podem mudar simplesmente de uma hora para outra, apesar da equipe ter sido a única dos grandes a se manter entre os líderes do Campeonato Paulista até a rodada passada. O empate (1 a 1) frente ao São Caetano, na quinta-feira, foi a gota d’água. O resultado tirou a equipe do Morumbi do grupo dos quatro primeiros colocados e junto o sono do treinador. "No começo não podíamos exigir muito dos jogadores porque a preparação era pouca, mas já está na hora de jogar mais. Isso está me preocupando", cobrou Muricy.O defeito da 'máquina tricolor' já foi encontrado pelo próprio treinador: o meio-de-campo. Se a marcação vai se ajustando após a chegada de Fábio Santos, do Lyon, da França, a armação não anda nada bem das pernas. "O conjunto não é de todo ruim. Nossa defesa continua difícil de ser batida, tanto que os últimos gols que sofreu foram de pênalti, o meio já está marcando bem, mas a ligação com o ataque tem que melhorar. Está faltando qualidade e é isso que está pegando um pouquinho", analisa Muricy.Ao que tudo indica, não será nada fácil para o técnico encontrar a peça que está faltando para o São Paulo deslanchar. Quem se encaixava perfeitamente na função não está mais no clube: Leandro. O jogador, negociado com o Verdy Tokyo, do Japão, sempre foi elogiado pelo chefe por não ser apenas um atacante. "Ele não é um camisa 9, mas também não é um camisa 8 para jogar na meia. Ele é um 8,5", sempre repetiu Muricy. Outro que poderia funcionar por ali era Souza, que também deu adeus ao clube recentemente.Assim, restaram apenas Jorge Wagner, Hugo, Sérgio Mota e Carlos Alberto. No entanto, o primeiro parece dar certo mais na ala esquerda; o segundo tem um estilo de jogo mais cadenciado, para valorizar a posse de bola; e o garoto Sérgio Mota ainda é uma incógnita, já que sua passagem pelo elenco profissional no ano passado foi considerada tímida pela comissão técnica.Restaria apenas Carlos Alberto. O ex-corintiano tem tudo para ser o dono da posição. Mas enquanto não resolver seu problema com a balança continuará servindo apenas como opção no banco de reservas. O meia revelou recentemente sofrer uma disfunção na tireóide, que o atrapalha na carreira. A comissão técnica do São Paulo está se esforçando para deixá-lo em forma. Enquanto isso, Jorge Wagner terá de se virar para fazer a máquina girar. "O Carlos Alberto está se esforçando muito nos treinos, na parte disciplinar, mas é difícil fazer uma análise dele até agora porque jogou pouco e só tem entrado na fogueira. Só entrou para tentar resolver o jogo", defende o técnico. "Quando ele estiver em condições de começar uma partida, aí sim poderei fazer uma análise melhor. Precisamos de um pouco mais de paciência com ele. Mas ele está se esforçando muito. Hoje, é o atleta que mais treina no CT. Treina até em dia de jogo."

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