Muricy faz mistério sobre escalação do ataque

Um clássico como qualquer outro. É assim que Muricy Ramalho diz encarar o jogo deste sábado contra o Palmeiras no Morumbi. Mas a atitude do treinador do São Paulo ao fechar parcialmente o treino na tarde desta sexta-feira, no CT da Barra Funda, mostra que não é bem assim.

BRUNO WINCKLER, Agencia Estado

27 de março de 2009 | 20h42

"A gente entra para ganhar, como em qualquer clássico. Vencer um clássico dá uma motivação a mais em qualquer circunstância. Ainda mais agora, que nos aproximaria da classificação. Mas não tem diferença para outro clássico. A motivação é a mesma", disse Muricy. "Claro que numa semifinal, com jogo de ida e volta, a preparação é diferente, mas todo mundo quer ganhar sempre".

Fazendo mistério, o técnico não quis revelar quem fará a dupla de ataque com Washington. Borges, titular nos últimos jogos, não participou do treino desta sexta-feira durante a parte aberta à imprensa. Ficou no Reffis em tratamento, após ter sofrido uma torção no joelho esquerdo contra o Noroeste, na última quarta-feira.

O reserva imediato de Borges, Dagoberto, treinou normalmente. Mas Muricy não abriu o jogo. "Não vou contar nada, o treino foi fechado para isso", resumiu o técnico, sem dar pistas sobre as condições físicas de seu atacante titular para o clássico.

Mas, quando perguntado se o clássico seria um duelo particular entre os artilheiros Washington e Keirrison, Muricy fez questão de ressaltar que Borges é tão eficiente quanto os dois. "Tem o Washington, o Keirrison, mas tem o Borges, o Dagoberto, que também podem decidir uma partida", lembrou o treinador.

Sem o zagueiro Miranda, que está na seleção brasileira, o São Paulo atuará no esquema tático 4-4-2, com apenas André Dias e Rodrigo na zaga. "Trabalhamos todos os esquemas e mudamos quando é conveniente", explicou Muricy, sem medo de abandonar o mais utilizado 3-5-2.

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