JF Diorio/Estadão
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Muricy minimiza marca e diz não ser 'salvador da pátria'

O técnico também fez questão de enfatizar que os atletas voltaram a exibir uma grande entrega dentro de campo

AE, Agência Estado

19 de setembro de 2013 | 10h16

Depois de reassumir o comando do São Paulo, o técnico Muricy Ramalho acumulou três vitórias seguidas em três jogos e conseguiu tirar o time da grave crise que atravessava no Campeonato Brasileiro. Este último triunfo, por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, obtido na noite de quarta-feira, no Morumbi, foi o seu 200.º como treinador são-paulino. Mas, apesar da marca alcançada neste início de nova passagem pelo clube, o comandante minimizou o peso do feito e também a importância de sua chegada para a reação tricolor na competição nacional.

"É legal quando recebo esse tipo de notícia, mas não sou muito ligado a esses números. A história, o que eu conquistei, não apaga. Chegou a hora de dar a minha contribuição, mas não sou salvador da pátria não, apesar de que a coisa estava muito difícil. Tínhamos de transpirar um pouco mais. Esse tipo de coisa mostra a dedicação deles (jogadores)", ressaltou Muricy, em entrevista coletiva.

O técnico também fez questão de enfatizar que os atletas voltaram a exibir uma grande entrega dentro de campo, assim como já havia acontecido nas vitórias sobre Ponte Preta e Vasco. "Só o que estávamos jogando, apesar da boa vontade, não estava dando. Eu citei o jogo contra o Vasco, que alguns jogadores saíram com cãibra. Mais uma vez, mostramos um time marcador, diminuímos demais os espaços. O Atlético-MG é um time chato, perigosíssimo. Eles ficaram muito tempo com a bola, mas dificilmente penetraram a defesa. Marcamos bem", elogiou o treinador.

A chegada de Muricy também colaborou para que peças importantes do São Paulo também voltassem a aparecer com destaque, como é o caso de Paulo Henrique Ganso e Jadson, que amargaram uma sequência grande de partidas ruins sob o comando de Paulo Autuori. E o treinador apontou que a dupla de meias passou a exercer um papel importante na marcação e não ficou mais presa apenas ao ofício de armar as jogadas.

"Pedimos para alguns jogadores saírem das suas características. O Jadson está sendo muito importante para o time. Se ele e o Ganso deixarem os lados do campo soltos, os adversários vão fazer um estrago. Ele entendeu isso e saiu ''morto'' do campo. O Ganso está correndo cada vez mais, melhorando em termos coletivos. É o que o São Paulo precisa agora. Não dá para cada um pensar em si e jogar um grande futebol. É o único caminho para sair dessa situação. Eles compraram a ideia", enfatizou.

Se Muricy atingiu a sua 200.ª vitória como técnico do São Paulo, Rogério Ceni completou assombrosas 1.100 partidas pelo time nesta quarta-feira e também exaltou o empenho exibido pelos seus companheiros dentro de campo.

"Fico feliz pelo resgate dessa alma e doação de todos. Viver uma situação como essa é muito desgastante. O lado psicológico trabalha muito desfavoravelmente quando você está vivendo uma situação de tamanha pressão como estávamos vivendo", lembrou o ídolo tricolor, para depois completar: "Esse era um jogo em que a gente precisava ter uma noção do que era possível fazer. Todo mundo batalhou muito, se dedicou, o time mostrou hoje (quarta-feira) um poder de superação. Temos de manter essa toada para, o mais rápido possível, nos distanciarmos dessa zona que ainda continua perigosa".

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