Robson Fernandjes/Estadão
Robson Fernandjes/Estadão

Muricy muda discurso e dá evasivas sobre interesse em Lugano

Técnico não fala mais claramente sobre a contratação do zagueiro uruguaio

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

30 de maio de 2014 | 18h34

SÃO PAULO - Parece que Muricy Ramalho e a diretoria do São Paulo não falam a mesma língua. Menos de um dia depois de pedir publicamente que o clube tentasse contratar Lugano, o treinador agora já não fala mais claramente sobre o assunto e dá respostas evasivas sobre o interesse no zagueiro uruguaio.

Questionado se queria realmente a contratação ou não, Muricy mostrou menos assertividade que em outras oportunidades e deu uma resposta evasiva nesta sexta-feira, dizendo que o tema será tratado após a paralisação para a Copa, mas não quis confirmar que pedirá a chegada do defensor.

"Como surgiram problemas de última hora para a viagem (para os Estados Unidos, onde o São Paulo fará uma intertemporada durante a Copa) e estamos jogando quarta e domingo, não conversamos sobre isso, vamos esperar a parada para a Copa. Não podemos perder o foco agora", disse o treinador.

A mudança de postura acontece um dia depois da entrevista do vice-presidente de futebol do clube, Ataíde Gil Guerreiro, que disse à Rádio Bandeirantes que contratar Lugano seria "barrar o crescimento de jovens que podem ter futuro ou dar retorno financeiro". O dirigente sempre se colocou abertamente contra qualquer tipo de negociação com o uruguaio e foi pego de surpresa quando Muricy pediu o jogador na semana passada.

O presidente Carlos Miguel Aidar também se posicionou contra, mas voltou atrás quando o técnico entrou no coro da torcida. No entanto, ele quer que Muricy converse com Ataíde Gil Guerreiro antes de tomar qualquer atitude. Há quem ache que o treinador quis fazer média com a torcida são-paulina ao pedir Lugano, dispensado do West Bromwich e atualmente sem clube.

Apesar de relutar em declarar interesse, Muricy elogiou o jogador e disse que Lugano não deve temer um retorno por não ter mais a mesma capacidade física e técnica do passado. "Isso às vezes as pessoas pensam, aconteceu comigo no ano passado. Sou um treinador que a torcida gosta, ganhei títulos e se fosse pensar assim também não voltaria. Mas voltei e ajudei o clube a sair de uma situação ruim. Não é o caso, que não viria para salvar ninguém. Às vezes, é mais fácil se adaptar porque o cara conhece o time e a torcida, isso às vezes ajuda. Mas precisa saber se o cara quer voltar, se está motivado", disse.

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