Muricy promete manter estilo ofensivo do Santos

Muricy Ramalho falou durante 45 minutos na sua apresentação como novo técnico do Santos, nesta quinta-feira, no Centro de Treinamento Rei Pelé. Ele não deixou pergunta sem resposta e prometeu respeitar as características dos jogadores e a tradição do Santos de jogar ofensivamente.

SANCHES FILHO, Agência Estado

07 de abril de 2011 | 20h35

Também afirmou que Neymar não é indisciplinado e problemático. "Eu queria ter mais uns cinco problemáticos como ele. São jogadores como Neymar que fazem a diferença. Eu joguei e era um pouco problemático também. Só que a gente tem que entender a idade e a alegria dele. O que não pode é ficar pegando no pé do garoto".

Antes de assistir ao treino dos reservas no campo três do CT, Muricy conversou demoradamente com os integrantes da comissão técnica e depois com os jogadores, expondo seus métodos de trabalho. Na coletiva ele começou respondendo sobre o elenco santista.

"O elenco tem muita qualidade. Oscilou um pouco porque é natural de um time jovem, mas voltou a se recuperar. Mais perto do Brasileiro a gente vai sentar, ver término de contratos e outras questões. Agora estamos pensando na Copa Libertadores e no Campeonato Paulista", comentou.

Com estas preocupações, Muricy avisou que poupará alguns jogadores no jogo deste domingo, pelo Estadual. "Não podemos perder mais ninguém. Em Americana é um jogo de risco e como alguns jogadores sentem um pouco, a gente não vai por para jogar alguns titulares porque na quinta-feira da próxima semana teremos decisão contra o Cerro, no Paraguai, e precisamos estar com todos em campo", antecipou.

O treinador, que já não poderá contar com os suspensos Neymar, Elano e Zé Eduardo, admitiu que o Santos vive uma situação difícil na Libertadores. "A situação é muito complicada porque o Cerro voltou a ganhar e a decisão será na casa deles. Temos os diferentes fora do time, mas acredito muito no plantel", declarou.

Em relação ao time, Muricy afirmou que não deverá mudar o estilo ofensivo do Santos. "Acho que o Santos se acostumou com Dorval, Pelé e Coutinho. Jogar ofensivamente faz parte da história do Santos. O problema não é discutir a defesa e sim o time. Se o time faz muitos gols e também toma é porque é ofensivo. A defesa não começa lá atrás. Começa na frente. É muito legal o futebol do Santos, mas tem que saber que sem a bola tem que trabalhar um pouquinho. Se não tiver uma consciência tática, vai sofrer", ponderou.

Questionado sobre uma possível saída de Paulo Henrique Ganso, o novo treinador santista disse que conta com o jogador para o Brasileirão. "A diretoria está fazendo o possível para manter o jogador. Eu, como técnico, tenho que fazer a minha parte, dar a minha opinião e, com certeza, vou chamar o jogador para conversar. Só que a gente tem que entender que ele pode escolher onde vai jogar".

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