Muricy quer que Ganso fique, mas já adota tom de adeus

O técnico Muricy Ramalho deu mostras nesta sexta-feira, em entrevista coletiva no CT Rei Pelé, de estar convencido de que a saída de Paulo Henrique Ganso do Santos é apenas questão de tempo. Disputado por São Paulo e Grêmio, o meio-campista é visto pelo treinador como o principal e único legítimo camisa 10 em atividade no futebol brasileiro e o comandante disse torcer por sua permanência no clube, mas já falou em tom de despedida ao ser questionado sobre o futuro do atleta.

SANCHES FILHO, Agência Estado

14 de setembro de 2012 | 13h02

"Eu gostaria que o Ganso ficasse no Santos, mas hoje em dia tudo depende do jogador, falam do clube, mas quem determina é o jogador. Espero que ele escolha o que for melhor para ele. Mas com certeza a gente que trabalha junto, fica com certa amizade e quer que ele permaneça no Santos", afirmou Muricy, ao ser questionado se Ganso deveria optar por atuar por São Paulo ou Grêmio caso realmente deixe o Santos.

Muricy destacou que Ganso é um jogador raro nos tempos atuais, pois ele não vê nenhum outro meia com a mesma capacidade dele para cadenciar e ditar o ritmo de jogo de uma equipe no País. "É um dos poucos camisas 10 que têm o futebol brasileiro. Não é um cara que corre com a bola. Ele é o único que para a bola e joga ela de um lado para o outro. Não existem mais jogadores assim no futebol brasileiro", ressaltou.

O comandante ainda admitiu que tem até visto jogos de torneios argentinos pela TV para ver se encontra jogadores com características parecidas com as de Ganso, em um sinal claro de que já conta com a saída do meio-campista em um futuro bem próximo. Ele enfatizou que a Argentina "ainda fabrica um número 10 habilidoso", enquanto no Brasil ele só vê "corredor, homem de ligação que não para a bola".

Em entrevista dada nesta sexta para a TV Bandeirantes, Muricy chegou a ser questionado sobre a possibilidade de o Santos contratar o veterano meia Riquelme para suprir a provável ausência de Ganso, mas o treinador não se empolgou muito com a ideia. "É difícil achar um substituto para o Ganso, porque é um jogador raro, habilidoso. É difícil ele (Riquelme) vir porque precisa jogar mais livre para conseguir criar. É um grande nome e seria um prazer tê-lo aqui no Santos, mas é preciso ver como ele está no lado físico", salientou.

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