Muricy Ramalho alivia a pressão no São Paulo e desabafa

'Quiseram fazer uma ondinha, tentaram me desestabilizar, mas eu não desisto nunca', diz o treinador

Martín Fernandez, O Estado de S. Paulo

24 de abril de 2008 | 20h11

Quando o São Paulo garantiu a vaga nas oitavas-de-final da Libertadores, na noite de quarta-feira, o técnico Muricy Ramalho deu sua resposta aos críticos. "Quiseram fazer uma ondinha, tentaram me desestabilizar, mas eu não desisto nunca", declarou o comandante são-paulino.   Veja também:  Conmebol define datas e horários da Copa Libertadores   A pressão sobre Muricy começou com a má campanha na Libertadores - o São Paulo correu grande risco de não chegar às oitavas-de-final - e só fez aumentar após a eliminação no Campeonato Paulista, diante do rival Palmeiras. Os nomes dos possíveis substitutos já ecoavam pelos corredores do Morumbi.   Até o presidente do Flamengo, Márcio Braga, parecia contar com a demissão de Muricy no São Paulo para tentar contratá-lo para o lugar de Joel Santana. "Grande treinador, top de linha, tem o perfil do Flamengo e o meu aval", disse o dirigente flamenguista na noite de quarta-feira, antes do jogo entre São Paulo e Atlético Nacional.   "É ruim de eu quebrar contrato", avisou Muricy, após a vitória sobre o Atlético Nacional, que garantiu a classificação do São Paulo. "Agora vamos lugar pelo título da Libertadores."   Enquanto isso, o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, principal fiador do técnico entre os cardeais tricolores, também garantiu o emprego dele.   MUDANÇAS O São Paulo agora inscreverá três novos jogadores para as oitavas-de-final da Libertadores. O primeiro a entrar na lista é o lateral-direito Jancarlos, que ocupará a vaga do meia Carlos Alberto, afastado do grupo por indisciplina. Contratado há um mês do Atlético-PR, o jogador ainda não estreou com a camisa são-paulina.   As outras duas vagas, no entanto, estão indefinidas. O São Paulo avalia que precisa de um zagueiro e um meia, reforços que podem chegar justamente para a seqüência da Libertadores. A necessidade é tanta que até Rogério Ceni falou sobre o assunto após a vitória sobre o Atlético Nacional. "Vamos ver como o time fica com os reforços", afirmou o goleiro.   Mas o vice-presidente de futebol do clube, Carlos Augusto Barros e Silva, garantiu que os nomes dos possíveis reforços só serão definidos no final de semana. "Não podemos trazer ninguém de fora do país e isso dificulta", declarou o dirigente.   FORA DE COMBATE Enquanto dois novos reforços podem chegar antes de segunda-feira, o São Paulo não terá o zagueiro André Dias nos dois jogos contra o Nacional (Uruguai), pelas oitavas-de-final da Libertadores. Ele sofreu um estiramento na coxa direita e ficará afastado no mínimo três semanas.   Por outro lado, o também zagueiro Juninho voltou nesta quinta-feira aos treinos e está liberado pelos médicos para jogar. Ele tinha sofrido uma entorse no joelho esquerdo durante o jogo contra o Sertãozinho, dia 27 de março, pelo Paulistão.

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