Muricy Ramalho evita falar, mas Palmeiras quer reforços

Muricy Ramalho não será apenas treinador no Palmeiras. Ele também vai fazer parte das reuniões com a parceira do clube, a Traffic, indicando e vetando reforços, assim como fazia seu antecessor, Vanderlei Luxemburgo. A informação é do vice-presidente Gilberto Cipullo, homem forte do futebol palmeirense e elo com a empresa desde o início da parceria, no fim de 2007.

AE, Agencia Estado

25 de julho de 2009 | 09h51

"É óbvio que o Muricy vai ter de se relacionar com a Traffic, assim como fazia o Vanderlei. Ele poderá ir às nossas reuniões lá, mas isso será algo eventual, e não habitual", disse Cipullo.

A primeira conversa sobre reforços ocorreu na sexta-feira, mas sem a participação de ninguém da Traffic. Cipullo e Muricy trocaram rapidamente algumas impressões sobre o elenco. O técnico argumentou que precisa conhecer melhor os jogadores antes de definir as prioridades de contratações.

Mas se o sempre comedido Cipullo fala publicamente em "pelo menos três reforços", a torcida palmeirense pode se preparar que vem bastante gente por aí. "Para um campeonato como o Brasileiro não basta ter um time, tem de ter um bom plantel. É suspensão, contusão, janela de transferências. E quem não estiver atento, não chega [ao título]", disse Muricy.

Os dirigentes palmeirenses, inclusive, negaram a informação de que já estejam perto de fechar a contratação de um atacante. "Essas coisas nós temos de ver com o Muricy. Vamos com calma. Semana que vem conversaremos melhor", disse Cipullo.

Sobre a relação com a Traffic, Muricy se mostrou aberto ao diálogo. "Eu trabalho para o Palmeiras. Se tiver de indicar, indico para o Palmeiras. Eu não admito é interferência no meu trabalho, mas se estão aqui para ajudar, serão sempre bem-vindos", disse o técnico.

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