Muricy Ramalho falha e não se iguala ao mestre Telê

Sonho do treinador no comando do São Paulo era atingir marcas do técnico que lhe deu oportunidade

GIULIANDER CARPES, Agencia Estado

20 de junho de 2009 | 09h19

Muricy Ramalho não conseguiu concretizar um sonho pessoal: se igualar no São Paulo ao treinador que lhe ajudou a dar o pontapé inicial na carreira, Telê Santana. O técnico bicampeão mundial comandou a equipe em 410 partidas, enquanto Muricy esteve à frente do time em 360 jogos, nas suas passagens pelo clube. Vicente Feola é o maior recordista com 524 jogos, seguido do argentino José Poy, com 421.

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O treinador que caiu nesta sexta-feira foi auxiliar do falecido comandante em 1994 e 1995. No seu primeiro ano na direção da equipe, levou o time reserva ao título da extinta Copa Conmebol, enquanto Telê estava à frente dos titulares na disputa da Copa Libertadores. Depois, comandou a equipe quando Telê saiu, em 1996. Ficou menos de um ano.

 OS RECORDISTAS
 1.º - Vicente Feola - 524 jogos

 2.º - José Poy - 421 jogos

 3.º - Telê Santana - 410 jogos

 4.º - Muricy Ramalho - 360 jogos

Muricy então resolveu ganhar experiência em outras equipes. Conquistou títulos na China, em Pernambuco e grande visibilidade nacional ao treinar o Internacional entre os anos de 2003 e 2005, onde perdeu o título nacional para o Corinthians em sua última temporada por terras gaúchas.

O desgaste com dirigentes, jogadores e imprensa do Sul do País e a vontade de voltar a comandar o São Paulo, seu time do coração e pelo qual foi campeão paulista (1975) e brasileiro (1977) como jogador, pesaram no seu retorno ao time do Morumbi no dia 2 de janeiro de 2006.

A derrota na final da Copa Libertadores para o seu antigo clube naquele ano foi o primeiro momento de turbulência vivido nesta segunda passagem pelo São Paulo. Muricy saiu ileso e conquistou um grande aliado, o presidente Juvenal Juvêncio. O título brasileiro ao final daquela temporada deu a primeira alegria ao treinador na nova fase e o credenciou a comandar a equipe novamente na competição continental do ano seguinte.

Em 2007 havia outro time gaúcho no caminho do treinador. O São Paulo parou no Grêmio logo nas oitavas de final e os diretores que haviam pedido sua saída no ano anterior voltaram a forçar sua demissão. Juvenal bancou o técnico outra vez e o clube ganhou mais um título brasileiro.

No ano passado, a história se repetiu. Derrota para o Fluminense nas quartas de final da Libertadores, pressão de dirigentes, mas a manutenção do técnico pelo presidente. Juvenal bancou sua permanência outra vez e não se arrependeu, pois o inédito tricampeonato brasileiro consecutivo veio no fim da temporada.

Mas 2009 era sua última chance de ganhar a Libertadores pelo São Paulo. Ficou pelo caminho mais uma vez e a pressão de parte da direção foi forte demais. "O time tinha tudo para vencer a Libertadores neste ano', afirmou o diretor de Futebol João Paulo Jesus Lopes. "Fizemos grandes contratações, mas não estávamos obtendo os resultados que devíamos. Era o momento de proceder a uma mudança, um choque, para voltarmos a ter os resultados que ambicionamos. A saída do Muricy foi a melhor solução possível".

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