José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Muricy Ramalho muda postura e diz que seguirá ordens médicas

Técnico são-paulino volta a comandar equipe em vitória sobre o Atlético-PR, por 1 a 0, no Morumbi, pela 27.ª rodada do Brasileirão

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2014 | 23h17

O técnico Muricy Ramalho reconheceu que teve uma postura diferente contra o Atlético Paranaense da que costumava ter e avisou que daqui por diante será assim. O treinador do São Paulo tentou ficar mais tranquilo na partida desta quarta-feira, no Morumbi, ficou sentado boa parte do tempo e garantiu que vai seguir todas as recomendações médicas. "Ficar tranquilo é difícil no futebol. Tenho de ter cuidados e sei que não dá para consertar tudo. Mas estou liberado pelos médicos, caso contrário não viria, pois tenho família e filhos", disse.

Ele lembra que nesta sexta vai ter um exame mais definitivo, mas explica que foi virado de ponta-cabeça pelos médicos e que a situação está mais tranquila. "De cara não tem nada grave. Eles até acham que é estresse porque não tem motivo. No dia começou a dar tontura, suei frio, o coração bateu desregulado. Mas quando acontece isso você começa a pensar na vida e na família", revelou.

Muricy Ramalho garante que, quando estava no banco de reservas, a todo momento lhe vinha na cabeça as recomendações dos médicos. "Lembrei sim porque nesses dias que fiquei no hospital, é nesse momento que você faz uma reflexão. A gente vem no embalo, situação muito difícil, e tudo vai acumulando. Aí começam a te entubar, pondo um monte de fios e falando que você vai ter de ir para a UTI, acho que fiquei pior por causa disso".

O treinador conta que o susto foi muito grande e que não pretende mais passar por isso. Ele vai procurar ser menos estressado no dia a dia e quer cumprir o seu contrato com o São Paulo, que vai até o fim de 2015. "Eu poderia encurtar a carreira se no exame aparecesse alguma coisa. Aí com certeza sairia do hospital para minha casa, pois sou responsável por uma família. O futebol é importante, mas minha vida também é importante. Não tenho a intenção de parar agora, quero acabar meu contrato com o São Paulo. Aí depois vou pensar, talvez dê uma parada".

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