Muricy reclama de clima de guerra para a semifinal

Técnico do São Paulo está insatisfeito com bate-boca e polêmicas sobre o clássico contra o Palmeiras

Redação

18 de abril de 2008 | 13h03

O técnico Muricy Ramalho, do São Paulo, diz estar tentando evitar que a partida contra o Palmeiras, às 16 horas de domingo, pela volta das semifinais do Paulistão 2008, se torne uma guerra entre os jogadores de ambas as equipe e até mesmo os torcedores. Tudo por causa das polêmicas envolvendo a escolha do Estádio Palestra Itália como sede e a arbitragem da primeira partida.Veja também: São Paulo promete manter retrospecto positivo no Palestra Carlos Alberto se defende de mau comportamento Vote: o gol de mão de Adriano foi intencional?   Vote: quem disputará a final do Paulistão?  Serviço: para quem vai ao clássico no Palestra  Bate-Pronto: Que o clássico fique apenas no futebol"As pessoas tem de tomar cuidado quando falam... Dirigente também. Bate-boca não leva a nada no esporte. Depois, acontece uma tragédia e a gente diz que não sabe o motivo. Essa semana teve um bate-boca horrível [entre Toninho Cecílio e Marco Aurélio Cunha], não acrescentou nada ao futebol", reclama. Ele explica a insatisfação com o caso. "É sempre assim, os caras fazem as coisas e a gente tem de consertar. A gente tem de fazer alguma coisa para melhorar o futebol. Isso aqui é uma rotina chata por esse tipo de coisa. Mas cada um, cada um. Eu não gosto disso e estamos numa democracia onde não temos como intervir".Muricy diz ainda que a crise fora de campo não vai interferir em seu trabalho e nem deve mexer com quem vai assistir ao jogo. "O torcedor tem de ter calma, ir lá no estádio e torcer normalmente, e ter cuidado na volta. No campo não acontece nada. Eu tenho de melhorar meu time, ganhar jogo, etc. Comigo não tem polêmica. Daqui a pouco esquecem que o mais importante é o jogo em si." EM CONDIÇÕESO técnico são-paulino confia de que vai encontrar tudo em ordem no estádio palmeirense. "Sempre fui bem tratado no Palestra Itália e meus times sempre jogaram lá com normalidade. Não posso opinar muito. Ano passado, quando fomos lá, estava bom, sempre foi bom. Se chover prejudica o jogo, não é bom para os dois times", disse.Muricy opinou ainda sobre a pressão da torcida. "É bom para o jogador local [atuar em casa], a torcida ajuda muito. Para o time adversário não, tem de ser experiente e saber usar a seu favor. A pressão é toda do Palmeiras, que tem de ganhar dentro de casa."MISTÉRIO SEGUEQuanto ao time titular, Muricy Ramalho novamente evitou dizer quem vai entrar em campo como titular. Fábio Santos e Junior são os prováveis substitutos de Zé Luís e Richarlyson, suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Outro que tem boas chances de jogar é Borges, que volta após suspensão, no lugar de Dagoberto, que iria para o banco. "Temos de ajeitar as possibilidades, não temos muitas alternativas", se resumiu a dizer. Sobre o afastamento do meio-campo Carlos Alberto pelo presidente Juvenal Juvêncio, o técnico foi objetivo e sem opinião na resposta, ao ser questionado na entrevista coletiva. "O jogador foi afastado pelo presidente, a gente tem de acatar a decisão." (com Agência Estado) 

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