Robson Fernandes/Estadão
Robson Fernandes/Estadão

Muricy usará treinos para encaixar Pato no time titular

Atacante está liberado para jogar após desclassificação no Paulista

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

31 de março de 2014 | 05h00

SÃO PAULO - Eliminado do Campeonato Paulista de maneira melancólica para o Penapolense, o São Paulo tenta juntar os cacos e extrair algo de positivo dos dez dias que tem pela frente sem compromissos oficiais. Com tempo de sobra livre para treinar, Muricy Ramalho enfim poderá testar a equipe com Alexandre Pato e estudar formas de colocá-lo para jogar.

Até aqui o atacante ficou fora dos trabalhos com os demais titulares por não poder jogar no Campeonato Paulista e atuou apenas no jogo de ida contra o CSA na Copa do Brasil, em Maceió. A partir de agora, Pato deve ser utilizado entre os titulares desde o início e os treinos servirão para Muricy definir em qual função ele será escalado.

A charada no momento é entender onde ele entrará. Os mais ameaçados são Ganso e Pabon, já que Muricy vê Pato como ideal para sair da área e buscar jogo. Contra o CSA, ocupou o lugar de Ganso e era o jogador que vinha de trás com a bola carregada, mas as últimas atuações de Pabon o colocam como candidato a perder a vaga; desta forma Ganso ganharia o auxílio do ex-corintiano para criar, com a diferença que Pato teria mais liberdade para atacar.

"Temos como base o jogo de Maceió e lá ele se portou bem mesmo quase sem nenhum entrosamento. Estamos com esperança, se mexeu bem. Não é um 9 (atacante de área), é inteligente e arremata muito bem, bate duro na bola. O tempo é importante para ele se entrosar", analisou o treinador.

Pato tem impressionado a comissão técnica pela seriedade com que tem levado as atividades no clube e pela qualidade técnica, considerada muito acima dos demais. Muricy tem guardado a empolgação em comentários reservados com a comissão técnica; externamente mostra ponderação para evitar um clima de euforia na torcida e para que o jogador não se veja como dono da posição.

"Sabemos que é diferente, treino não tem aquele stress e a intensidade à qual o jogador é submetido quando a coisa é para valer. Temos que vê-lo no jogo, na cobrança, aí dará para ter uma ideia mais concreta".

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