Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Muricy vê pressão no Paulista e revela conversa dura com elenco

Treinador diz que bate-papo alertou para o grupo não repetir fraco desempenho de 2013

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

18 de janeiro de 2014 | 04h59

SÃO PAULO - Se o elenco do São Paulo praticamente não mudou depois do medíocre desempenho no Campeonato Brasileiro do ano passado, o espírito será completamente diferente. A exemplo do que alguns jogadores já haviam falado, desta vez foi Muricy Ramalho que prometeu uma mudança de postura para evitar os tropeços do ano passado.

Logo no primeiro dia da pré-temporada, o técnico reuniu os atletas para uma conversa franca e cobrou um espírito de grupo maior de todos para superar as adversidades e enfim voltar a lutar por títulos. Muricy ainda deu o recado para os insatisfeitos e que suas convicções sobre a formação da equipe só serão mudadas por quem mostrar na bola que é capaz de jogar.

"O técnico que está comandando esse grupo é experiente e não aceita pressão de ninguém, muito menos de jogador. Jogador não precisa ser amigo do outro, precisa ser parceiro, não é só ir na festa do filho no buffet. Não adianta ficar de biquinho, carinha feia que isso não me impressiona. Eles sabem o que o treinador pensa, mas não dava para ficar explicando no ano passado porque vim apagar um incêndio. Agora temos tempo para conviver, os jogadores estão me conhecendo mais um pouco e o que penso. Sabem que a parte da disciplina tem que ser maior, uma família tem que ser assim, tem que se gostar mais e se respeitar mais", analisou o técnico.

Rodrigo Caio foi o primeiro bater na tecla da necessidade de mudança de atitude e pediu que os jogadores se portassem como uma família. Depois foi Maicon, que foi mais incisivo e disse que quem não fosse escalado precisava respeitar o colega sem ficar de "biquinho", opinião compartilhada por Antonio Carlos.

Por enquanto o clima no CT de Cotia tem sido dos melhores. As pessoas ouvidas pelo Estado confirmam que os jogadores estão mais próximos nas atividades extracampo e é possível ver uma motivação maior para recolocar o time nos eixos. Muricy comemora a evolução e aproveitou para lembrar das dificuldades do ano passado.

"É obrigação ser diferente, não podemos sofrer como no ano passado, é um absurdo. Tem que se fazer melhor. Às vezes o ser humano é assim, sabe que está devendo e melhora. Tivemos uma conversa muito franca no primeiro dia de treino e estão dando uma resposta muito boa de empenho, entrega e disciplina."

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