Reprodução/TV Globo
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Muro da Gávea é pichado com críticas ao presidente do Flamengo após encontro com Bolsonaro

Sede do clube tem inscrições com o número de mortos pelo novo coronavírus e menção ao nome do massagista vítima da doença

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2020 | 12h29

Os muros da sede do Flamengo no bairro da Gávea, no Rio, amanheceram pichados nesta quinta-feira. Com as frases "somos democracia" e referências ao massagista do time, Jorginho, umas das vítimas do novo coronavírus, o protesto teve como alvo principal o encontro recente realizado em Brasília entre o presidente do clube, Rodolfo Landim, e o presidente Jair Bolsonaro.

Na terça-feira, Landim e mais o presidente do Vasco, Alexandre Campello, participaram de um almoço com Bolsonaro para discutir a possível ida dos times cariocas para treinarem no estádio Nacional, em Brasília, nas próximas semanas. A capital federal é uma opção durante a retomada dos trabalhos após a pandemia já que no Rio de Janeiro o prefeito Marcelo Crivella não autorizou os times fazerem atividades no município, como medida de prevenção.

Em uma das pichações no muro da Gávea, estava o número 1.179, que foi quantidade de pessoas mortas pelo novo coronavírus no Brasil no dia do encontro em Brasília. Em outra parte da sede, havia no protesto a menção aos nomes de Landim e também ao vice-presidente de Relações Externas do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o BAP.  

Apesar das críticas, nesta quinta-feira o Flamengo treinou normalmente no Ninho do Urubu. Foi o quarto dia de atividades desde o fim das férias. O clube promete que tem tomado as precauções necessárias para evitar o contágio do novo coronavírus, ao respeitar o isolamento social e realizar vários testes em jogadores e funcionários.

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