Museu do Futebol deve ganhar o nome do ex-goleiro Gylmar Neves

Câmara Municipal aprova projeto de nova denominação para homenagear bicampeão mundial

O Estado de S. Paulo

14 de maio de 2014 | 10h27

SÃO PAULO - A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta terça-feira um projeto de leu que prevê a nova denominação do Museu do Futebol para Gylmar dos Santos Neves, goleiro da seleção brasileira bicampeão do mundo em 1958 e 1962 pela seleção brasileira, que faleceu de infarto em agosto de 2013 aos 83 anos. A proposta agora será encaminhada para sanção do prefeito Fernando Haddad.

A proposta original, de vereador Goulary (PSD) em coautoria com Toninho Paiva (PR), previa a nomeação do Museu como João Jorge Saad, fundador do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Porém, o próprio Goulart apresentou uma emenda e alterou o projeto. "Desde que faleceu, no ano passado, faltava um justo agradecimento pela brilhante carreira que Gylmar teve no futebol. Certamente, batizar um dos museus mais importante para o esporte está à altura dos seus feitos pelo nosso País", ressaltou o vereador.

O ex-goleiro nasceu em 22 de agosto de 1930, em Santos, e começou a carreira no Jabaquara. O goleiro chegou ao Corinthians em 1951 - a diretoria do clube estava interessada no meia Ciciá e Gylmar foi incluído na transação, como contraponto. No total, o arqueiro jogou dez anos com a camisa corintiana, entre 1951 e 1961. Fez 398 jogos pelo time do Parque São Jorge.

Depois de brigar com o presidente corintiano Wadih Helu, Gylmar se transferiu para o Santos, onde viveu sua melhor fase na carreira, conquistando o bi mundial com a equipe da Vila Belmiro ao lado de Pelé, Pepe e Coutinho. Pela seleção brasileira, o goleiro disputou 95 partidas oficiais, entre 1953 e 1969. Esteve em três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1966). Com ele em campo, em Copas, o Brasil só perdeu uma partida em 14 disputadas - a última, contra a Hungria, no Mundial da Inglaterra em 66.

Gylmar também foi campeão paulista de 1951, 1952 (Corinthians), 1962, 1964, 1965, 1967 e 1968 (Santos), do Rio-SP de 1954 (Corinthians), 1963, 1964 e 1966 (Santos), além de festejar as conquistas santistas do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968) e da Taça Brasil (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965).

 

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