Mustafá Contursi ataca empresários

O presidente Mustafá Contursi criticou a ganância de alguns empresários nas negociações mais recentes realizadas com o Palmeiras. O desabafo foi feito nesta quinta-feira no salão nobre do Palestra Itália, durante a solenidade de assinatura do contrato com a Diadora, empresa que vai fornecer material esportivo ao clube."Não vou citar nomes, mas muitos acham que vão chegar aqui e conseguir o dinheiro que quiserem. Não é bem assim. O Palmeiras é um clube estruturado, que paga em dia bons salários a seus profissionais e não está desesperado em busca de reforços", afirmou o presidente.Segundo Mustafá, empresários pedem ao Palmeiras comissões e salários maiores do que quando negociam com outros grandes clubes do futebol brasileiro. "Não queremos que isso aconteça. Buscamos igualdade de tratamento. Nosso primeiro reforço tem que acontecer no caixa. Principalmente, porque tenho que reconhecer que nos últimos anos o Palmeiras empobreceu. Mas esse é um fenômeno de mercado. Clubes do mundo todo dizem que reduziram drasticamente suas folhas de pagamento. E os efeitos também podem ser verificados nas ações de marketing e contratos com as emissoras de televisão, que particularmente no Brasil pagam menos pelos direitos de transmissão a cada ano."O presidente disse que não vai cometer loucuras para contratar jogadores. "Queremos um meia e um atacante, mas estamos trabalhando com calma. Fomos atrás do Aloísio e do Róbson, mas não foi possível trazê-los até o momento."Para Mustafá, a assinatura do acordo com a Diadora não irá mudar sua postura no comando do clube. "Só o tempo vai dizer quais os benefícios do dinheiro que vai entrar. Não quero me precipitar. Cada parceria tem um enfoque diferente. Quando assinamos o contrato de co-gestão com a Parmalat, em 1992, os valores iniciais eram inferiores aos que a Pirelli nos paga hoje para estampar sua logomarca na camisa. Mas o final da parceria com a Parmalat mostrou o acerto da iniciativa."Durante a entrevista, o presidente também garantiu a permanência de Jair Picerni como treinador do Palmeiras, independentemente dos resultados da equipe na Série B. "Eu o contratei porque tem um perfil adequado ao que o time precisa no momento. Seu trabalho não pode ser julgado apenas por um ou outro resultado e sim no final do ano, quando a Série B do Brasileiro terminar. O Picerni vem adotando uma postura dentro do estilo que o caracteriza. Por isso, vamos dar tranqüilidade a ele e a todos os profissionais que aqui estão pelo maior tempo possível."Mustafá negou que os desentendimentos recentes envolvendo Picerni e jogadores como Pedrinho, Muñoz e Adãozinho tenham sido causados por falta de comando. "Alguns atletas estão sentindo a pressão que envolve a segunda divisão. É uma competição que o Palmeiras não está acostumado a disputar. Não existe falta de comando e sim, um desgaste momentâneo normal dentro de um grupo. Mas tudo já foi resolvido, eu posso garantir."A equipe para enfrentar o Joinville sábado no Palestra Itália, às 16h, deve ter Muñoz no ataque. Thiago Gentil volta ao banco. "Com o Muñoz, meu trabalho será facilitado porque ele é um jogador com grande capacidade de jogar pelas laterais do campo", disse Vágner, que não acredita que o time catarinense atuará retrancado. "O Joinville está na zona de rebaixamento e precisa muito da vitória."

Agencia Estado,

03 de julho de 2003 | 19h38

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