Na 1ª entrevista, Dida ajuda radialistas

"Um, dois, três, testando. Está bom?" Foi surpreendente a primeira entrevista coletiva do goleiro Dida na seleção, desde a Copa do Mundo de 2002. Solícito, com desenvoltura, ele chegou a ajudar os radialistas que reclamavam do sistema de som no auditório do Hotel Tropical. O bate papo atrasou por causa de problema com o microfone e mostrou um Dida solidário e e até certo ponto extrovertido. Ao seu lado, Cafu, Roberto Carlos e Emerson se divertiam e demonstravam admiração pelas respostas objetivas e firmes do colega de equipe. "A valorização da imagem do goleiro do futebol brasileiro lá fora." A frase mal-acabada ante à primeira pergunta não foi por culpa sua. O som falhou novamente e houve um pedido generalizado para que ele voltasse à resposta. Devia esperar as condições adequadas para a gravação da entrevista. Minutos depois, tudo restabelecido, Dida pôde concluir: "A valorização ... lá fora aumentou graças à grande atuação de Marcos na Copa de 2002." Ele atribuiu ainda à boa fase no Milan à confiança recebida do técnico Carlos Alberto Parreira, que já o escolheu como titular pelo menos para as próximas rodadas das eliminatórias. Sobre o jogo de amanhã, disse que o Brasil precisa garantir a vitória, primeiro, e só depois pensar em jogar bonito. Falou da necessidade de uma classificação antecipada ao Mundial de 2006, evitando o sofrimento das duas últimas eliminatórias, nas quais a seleção só assegurou a vaga na rodada final. "O início foi bom, não sabemos como vão se comportar os nossos adversários daqui para a frente. Mas amanhã, com o apoio da torcida, temos a obrigação de conquistar três pontos." Ele contou que conversa regularmente com os zagueiros da equipe, a fim de corrigir pequenos detalhes, que podem representar perigo nos jogos. Citou o lance do gol da Colômbia no domingo - o Brasil venceu por 2 a 1 -, em que Lúcio afrouxou a marcação ao atacante adversário. "A atenção tem de ser nos 90 minutos, para que não aconteçam erros." Solidariedade - Um ano e meio atrás, por meio de seu colega Lima, jogador da Roma, o lateral Cafu soube do drama do estudante Márcio da Costa, que ficou paraplégico após ser alvejado com um tiro nas costas. O rapaz envolvera-se numa briga e, desde a targédia, perdera a vontade de viver. Ele não tinha dinheiro para comprar uma cadeira de rodas e passava os dias deitado, sem perspectiva de sair de casa. Na oportunidade, Cafu viabilizou o auxílio ao rapaz. E hoje Márcio, de 27 anos, lhe fez uma visita de agradecimento. Estava emocionado e chorou ao posar para uma foto com o capitão da seleção brasileira, na cadeira que lhe foi doada. Eles não se conheciam pessoalmente e Cafu quis evitar a publicidade em torno de seu gesto. Acabou cedendo ao apelo da Assessoria de Imprensa da Confederação Brasileira de Futebol. "Fico gratificado em saber que ajudei alguém tão necessitado", comentou Cafu.

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