Na Europa, só trabalha técnico que estuda

Na Europa, só trabalha técnico que estuda

Treinadores precisam fazer o curso promovido pela Uefa

Almir Leite, Gonçalo Junior, Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2014 | 17h00

Se no Brasil não há exigência de formação para os treinadores, na Europa só pode trabalhar quem frequentar os cursos realizados pelas 54 federações filiadas e monitorados pela Uefa. Lá, a entidade resolveu padronizar o ensino para treinadores e estabeleceu três níveis de formação: B (básico), A (avançado) e Pro (profissional), além de dar aulas específicas para quem quiser trabalhar com categorias de base e goleiros. A Uefa também promove intercâmbio entre profissionais com encontros e anualmente cerca de 1.800 técnicos percorrem o continente para trocar experiências e ensinamentos.

Nesse cenário, Portugal é um dos países com maior destaque na formação de treinadores. Na última Copa, o país teve técnicos em três seleções: Paulo Bento (Portugal), Fernando Santos (Grécia) e Carlos Queiroz (Irã). Na lista de nacionalidade dos treinadores, os lusos ficaram atrás apenas dos alemães, que tiveram cinco profissionais. O Brasil só contou com Felipão. Além do trio que trabalhou no Mundial, Portugal teve outro técnico badalado no cenário internacional: Mourinho, do Chelsea.

 

A última Copa foi o ápice do reconhecimento internacional dos treinadores portugueses em um processo iniciado há 40 anos, quando a Federação Portuguesa de Futebol mudou os conceitos de formação e preparação dos técnicos no País.

"Até a década de 70, havia a ideia de que apenas ex-jogadores seriam bons treinadores. Mas chegamos à conclusão de que qualquer pessoa, independentemente da sua origem, poderia se transformar num bom treinador. Passamos a ter pessoas de várias origens e a troca de conhecimento foi um dos nossos diferenciais", conta ao Estado Silveira Ramos, diretor técnico da Federação Portuguesa e responsável por organizar os cursos de capacitação para técnicos no país.

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