Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Na final de equipes defensivas, a zaga do Cruzeiro foi superior a do Corinthians

Dedé e Léo tiveram atuações irreprensíveis nos jogos decisivos, enquanto que Henrique e Léo Santos falharam

Daniel Batista, João Prata, O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2018 | 09h30

Cruzeiro e Corinthians chegaram para disputar a decisão da Copa do Brasil tendo o setor defensivo como grande diferencial. Ambos possuem goleiros experientes, Fábio e Cássio, e apostavam na segurança da marcação para garantir a taça. No fim das contas, o time mineiro conquistou o hexa por ter errado menos defensivamente.

O Corinthians perdeu o jogo de ida por 1 a 0 por vacilo da defesa. Egídio passou fácil por Romero no lado esquerdo e cruzou na segunda trave. Thiago Neves apareceu livre e cabeceou torto. A bola tocou no braço do zagueiro Henrique e entrou. Do outro lado, Dedé e Léo tiveram atuações irrepreensíveis e não deixaram o time paulista sequer chutar a gol.

No jogo de volta, mais uma vez a zaga cruzeirense teve grande atuação. Do outro lado, o jovem Léo Santos, de 19 anos, foi tentar evitar que a bola saísse pela lateral e deu de presente para o adversário. Barcos acertou a trave e na sobra Robinho abriu o placar. O segundo gol do Cruzeiro na vitória por 2 a 1 saiu em um contra-ataque que pegou a defesa corintiana desmantelada. Arrascaeta recebeu na direita e tocou na saída de Cássio. 

"Jogamos com inteligência. Tecnicamente e taticamente. Estou feliz por tudo o que conseguimos e por tudo o que foi falado. Só tenho a agradecer a Deus porque no ano passado não pude jogar. No dia da final eu tive a notícia de que teria que fazer uma cirurgia. Agora fiz a Copa do Brasil inteira. O sistema defensivo do Cruzeiro é muito sólido graças a todo o trabalho do time na marcação", comentou Dedé.

No Corinthians, Fagner admitiu que o setor defensivo vacilou."Um time que está brigando pelo título como nós não pode errar como nós erramos. Precisávamos ter mais maturidade", analisou.  O goleiro Cássio também foi na mesma linha. “Talvez se a gente tivesse um pouco mais de maturidade não teríamos sofrido os gols”, ressaltou.

Com o título, o Cruzeiro se tornou o maior campeão da Copa do Brasil com seis conquistas, embolsou R$ 50 milhões e agora terá um final de ano sem pressão. O Corinthians segue sem vencer a competição desde 2009, recebeu R$ 20 milhões pelo vice, e agora entrará nessa reta final do Campeonato Brasileiro com o peso de ter que fugir do rebaixamento.

O Cruzeiro está em décimo lugar na tabela, com 37 pontos, e volta a campo no domingo, às 19h, para enfrentar a Chapecoense no Independência. O Corinthians, em 11º com 35 e a quatro da degola, visita o Vitória no mesmo dia, às 16h.

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