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Na Inglaterra, gestão dos torcedores nos clubes não deu certo

O Ebbsfleet United perdeu envolvimento dos investidores

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

14 Março 2015 | 17h00

Em fevereiro de 2008, o Ebbsfleet United, equipe semiprofissional de Londres que hoje disputa a quinta divisão do futebol inglês, ganhou notoriedade pela primeira vez em sua história ao ser adquirido pelo projeto coletivo Myfootballclub (Meu time de futebol), que adquiriu 75% da sociedade quando o clube estava perto de declarar falência. 

Cinquenta mil pessoas contribuíram com 35 libras cada uma para a compra, conquistando o direito de participar da vida do clube, opinando nos investimentos no estádio, transferências e até com direito de sugerir os 11 titulares da equipe. Muitos desses investidores acreditaram na possibilidade de tentar, na vida real, aquilo que é feito nos jogos de computador de gestão de clubes, como o Elifoot e Football Manager. A realidade, no entanto, mostrou-se diferente dos jogos virtuais. 

Nem todas as votações para compra e venda de atletas levaram em conta a decisão do treinador. Com todas as decisões aprovadas na página web – prolongando os prazos – o sucesso inicial do projeto, quando o clube venceu a Copa da Liga Inglesa para clubes semiprofissionais em 2008, foi esmorecendo. 

Além disso, os investidores ficaram frustrados com as limitações técnicas do Ebbsfleet. No início da temporada de 2010/2011, a queda de divisão e a saída da maior parte dos jogadores do grupo deixaram o Ebbsfleet em situação complicada. Dos investidores iniciais, sobram apenas 800 pessoas, muitas distantes das decisões que vão sendo tomadas no site do Myfootballclub. 

Clubes tradicionais, como o Leeds United, Nottingham Forrest e Cambridge United foram abordados pelo movimento, mas negaram. Especialistas afirmam que a experiência da gestão partilhada no futebol inglês não deu certo.

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