Vicenzo Pinto/AFP
Vicenzo Pinto/AFP

Na Itália, Dunga reverencia os estilos de Miranda e Felipe Melo

Treinador da seleção também diz preferir laterais que marcam

O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2015 | 12h36

Dunga tem dito com alguma frequência que todos amadurecem na seleção e que ele próprio pensa diferente da forma com que tentou comandar o Brasil na Copa de 2010, na África do Sul. Algumas concepções do treinador, no entanto, não mudam e continuam direcionando sua maneira de pensar o futebol. Em entrevista para o jornal italiano Tuttosport, o técnico do Brasil que se prepara para enfrentar a Argentina nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Rússia/2018 defende conceitos básicos do que aprendeu na Itália, quando vestiu as camisas de Fiorentina, Pisa e Pescara. Dunga se pauta em campo por caustela, seriedade, comprometimento e diz não ter preconceito de nada.

O treinador fez questão de elogiar dois jogadores que representam muito sua maneira de ver o futebol: Miranda, a quem deu a braçadeira de capitão da seleção brasileira, e Felipe Melo, que foi seu volante no Mundial da África do Sul, em 2010, quando foi responsabilizado, como Dunga em 1990, pelo fracasso do time diante da Holanda nas quarta de final.

"Miranda é um líder do Brasil. É de pouca conversa fiada e muito trabalho, além do alto rendimento", disse. "Gostei da escolha do Felipe Melo pela Internazionale e de ele poder seguir um grande treinador como é Mancini. Não se pode crucificar um jogador por um episódio. Como aprendi com vocês na Itália: 'nunca diga nunca no futebol'", comentou o treinador, referindo-se à expulsão de Felipe Melo naquela partida contra os holandeses em que pisou em Robben.

Dunga ressaltou ainda que prefere laterais que saibam marcar. Tocou no assunto porque foi perguntado sobre os jogadores brasileiros que atuam na Juventus e Torino, Alex Sandro e Bruno Peres, respectivamente, além de comentar sobre Maicon, que o "deixou" em sua primeira convocação após a Copa do Mundo. "Para mim, um lateral deve ser antes de tudo um defensor e não um atacante. Explico: ou você é um lateral ofensivo que faz sete gols em 10 partidas, ou prefiro um que defenda bem e ataque menos. Na direita, tenho Danilo e Daniel Alves e não me esqueci de Maicon."

Dunga também entende que coloraram muita pressão sobre Hernane, que ocupou o lugar de Pirlo, na Juventus, a quem chamou de 'lenda'. Sobre o confronto com a Argentina, em que a seleção terá a volta de Neymar após cumprir suspensão, o técnico disse que as ausências de Messi e Agüero serão sentidas pelo rival, "mas que o time argentino tem ainda Higuain, Tevez e Dybala, que alia técnica e velocidade'.

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