Na Lusa, funcionários fazem greve

Nada melhor do que vitória em um clássico para a semana começar tranqüila. Mas na Portuguesa, apesar do 1 a 0 no Corinthians, a história não é bem assim. Ao contrário, o dia de hoje foi bastante conturbado. O problema? Salários atrasados. Enquanto os jogadores sorriam ao passar pelo banco e sacar o vencimento do mês - o Departamento de Futebol é terceirizado, administrado pela Ability - os demais funcionários faziam paralização, do lado de fora do clube. Protestavam contra dois meses de salários atrasados e o não recebimento de benefícios. "Há um ano não recebemos a cesta básica e há 10 meses estamos sem vale transporte", afirmou um funcionário que não quis se identificar. Dos cerca de 200 funcionários da Lusa, pouco mais de 50 entraram para o trabalho. E depois do meio-dia, quando a greve, em tese, acabou. Boa parte da área social ficou fechada, como piscinas e academia de ginástica. No fim da tarde, alguns esperançosos ainda ousaram passar pelo departamento financeiro. E ouviam das pessoas do setor: "Não tem dinheiro, se vocês quiserem ficar aí tudo bem, mas..." A crise financeira da Portuguesa não é novidade para os funcionários. No fim do ano, também estavam com dois meses de salários atrasados e, em acordo, receberam parceladamente. Desta vez, o Sindicato dos Vigilantes de São Paulo promete mais rigor. Amanhã, inclusive, fecharão os portões do Canindé, não admitindo a entrada até que ocorra um acerto. Time - Os jogadores se reapresentaram no Canindé, mas ficaram limitados a exercícios físicos. Amanhã, Dario Pereyra começa a preparação para o duelo com a Ponte Preta, sábado.

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