Na Ponte, objetivo é volta à elite do Campeonato Brasileiro

Time de quase 108 anos de história aposta suas fichas em jovens promessas como Renato e Marcelo Soares

Giuliano Villa Nova, O Estado de S. Paulo

01 de abril de 2008 | 09h14

Sagrar-se campeã paulista deste ano seria a maior glória da história da Ponte Preta, que até hoje não tem um título importante em seus quase 108 anos de vida. Mas os dirigentes já traçaram o grande objetivo de 2008: o retorno para a Série A do Campeonato Brasileiro.  Veja também:  Quais times levam as duas últimas vagas das semifinais do Paulistão? TV Estadão: Análise da reta final do Campeonato Paulista Veja as chances de classificação e rebaixamento no Paulistão Para tanto, o planejamento está pronto. O meia Renato, o zagueiro Jean, o lateral Eduardo Arroz e o atacante Marcelo Soares, alguns dos principais jogadores do time, tiveram os contratos renovados até 2010. E os dirigentes garantem que também vão segurar o meia Elias, que teria despertado o interesse de vários concorrentes.  "A Ponte Preta oferece uma ótima estrutura de trabalho, não atrasa salários há muito tempo e os jogadores se sentem bem aqui", garante José Luiz Carbone, coordenador de futebol do clube. "Também fazemos um trabalho especial com os atletas, oferecemos cuidados especiais para suas famílias. Apesar da Lei Pelé, a vontade do jogador é soberana." Basicamente, a boa fase do time se deve ao planejamento, iniciado no ano passado, durante a disputa da Série B do Brasileiro, quando houve uma reformulação na diretoria, e o time para 2008 começou a ser pensado.  "Passamos a buscar jogadores que se encaixassem no esquema tático que o (técnico) Sérgio Guedes gostaria de montar e soubemos selecionar muito bem os nomes", explica Carbone. De fato, poucos se lembram que Elias, uma das revelações do Paulistão, há poucos meses disputava a inexpressiva Copa FPF. A estabilidade financeira, ainda baseada nos investimentos feitos pelo empresário Sérgio Carnielli, também o presidente, permitem que o clube sonhe com projetos ambiciosos, como o da construção da Arena Ponte Preta, estimada em R$ 112 milhões. Estão previstos um estádio multiuso e coberto para 30 mil pessoas, com lojas, restaurantes, centro de convenções e serviços. A proposta ainda será amplamente debatida entre os sócios e dirigentes e há quem seja contra, mas a modernidade parece inevitável.  "É um desperdício manter um estádio apenas para jogos de futebol", opina Carbone. "Com a Arena, seria como se trocássemos uma casa de quarto e sala por um apartamento grande e confortável. Quem quiser preservar a história, que faça uma maquete do Majestoso (Moisés Lucarelli), para ver como ele era."

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