Na preleção, Muricy esquece jejum para evitar acomodação

O São Paulo começou a ganhar o clássico contra o Corinthians ainda no vestiário. A preleção de Muricy Ramalho fez a diferença na vitória por 3 a 1, neste domingo, no Morumbi. Um resultado que ampliou para doze jogos o tabu são-paulino pra cima do rival - oito vitórias e quatro empates. Mesmo número de jogos que o Corinthians ficou sem perder para o time do Morumbi no fim dos anos 70."Não olho pra trás. Por isso falo que temos sempre que focar o próximo jogo. Foi isso que eu passei pra eles na preleção, senão poderiam acabar se acomodando. Mostrei que a obrigação de ganhar o clássico era nossa, por jogarmos no Morumbi, dentro da nossa casa. E é com uma vitória num jogo desses que você se fortalece", contou Muricy Ramalho.Deu certo. O São Paulo explorou os pontos fracos do rival. Do jeito que o treinador havia pedido. O caminho pro sucesso era explorar o espaço nas costas dos alas improvisados por Leão. "Como meias, eles acabam afunilando o jogo. Por dentro, eles são perigosos, como foram contra o Rio Claro. Mas não conseguem jogar pelos lados do campo. Então falei para meter bola nas costas deles, para o Reasco e para o Jadilson, que são muito rápidos e vão pra cima", explicou.Muricy não quis destacar nenhum jogador em especial. Enalteceu a força do elenco. E fez questão em destacar que, aos poucos, o time está ficando próximo ao ideal. No mesmo nível de como encerrou o ano passado, com o título do Brasileirão."O resultado foi importante para o time ganhar confiança. Um clássico vale três pontos como qualquer outro jogo. Não vale nem cinco, nem sete pontos. Mas estamos melhores do que quando começamos. Conversamos muito porque era um obstáculo maior. O que me deixa mais contente é que ganhamos sem dúvida. É verdade que falta alguma coisa, mas estamos no caminho certo", analisou.O que só tirou Muricy Ramalho do sério foi a declaração de Emerson Leão de que os gandulas tinham sido instruídos a retardar a reposição de bola, principalmente após as cobranças de falta de Rogério Ceni."Isso é palhaçada e eu não sou disso. Nem sei quem são esses caras, nem sei quem escala esses caras. Eu trabalho no CT e não aqui. Se eles agiram errado, têm de ser punidos. Mas não foi por isso que ganhamos o clássico", disparou.

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