Themba Hadebe/AP
Themba Hadebe/AP

Na prorrogação, Gana bate os EUA e mantém a África na Copa

Seleção ganha por 2 a 1 e iguala Senegal-02 e Camarões-90, chegando às quartas de final, contra o Uruguai

TERCIO DAVID, estadão.com.br

26 de junho de 2010 | 17h55

SÃO PAULO - Gana segue como a única esperança africana na Copa 2010. Jogando nos erros do rival, a seleção ganense bateu os Estados Unidos por 2 a 1, neste sábado, em Rustemburgo, na primeira prorrogação deste Mundial.

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Desta forma, Gana repete o feito de Camarões na Copa de 90 e Senegal de 2002 - melhores campanhas africanas em Copas - e avança às quartas, onde enfrentará o Uruguai, nesta sexta-feira, às 15h30 (de Brasília), em Johannesburgo.

No retrospecto, o time africano levou a melhor pela segunda vez. No único jogo oficial entre as equipes, Gana venceu por 2 a 1 na primeira fase da Copa da Alemanha, em 2006.

MESMO FILME. Assim como aconteceu nos primeiros jogos dos Estados Unidos na Copa, o time saiu perdendo. Logo aos 5, Boateng roubou a bola de Clark no meio de campo, avançou em velocidade e bateu no canto, da entrada da área, sem chance para Howard.

Novamente tendo de correr contra o relógio atrás de um gol salvador, os norte-americanos foram à luta. Mas ao contrário do que aconteceu contra os rivais da primeira rodada - Inglaterra, Eslovênia e Argélia - Gana não se limitou apenas a se defender. Embora estivesse à frente do placar, o time africano tratou manter a posse de bola, à fim de segurar o já conhecido ímpeto norte-americano durante todo o primeiro tempo.

 EUA EUA1
Howard; Cherundolo , DeMerit, Bocanegra  e Bornstein; Bradley, Clark  (Edu), Dempsey e Donovan; Altidore (Gomez) e Findley (Feilhaber).
Técnico: Milovan Rajevac
 Gana GANA2
Kingson; Inkoom (Muntari), Pantsil, John Mensah e Jonathan Mensah ; Sarpei (Addy), Annan, Kevin-Prince Boateng (Appiah) e Asamoah; Andre Ayew  e Gyan .
Técnico: Bob Bradley
Gols: Boateng, aos 5 minutos do primeiro tempo. Donovan, aos 16 minutos do segundo tempo. Gyan, aos 2 minutos do primeiro tempo da prorrogação.

Árbitro: Viktor Kassai (HUN)

Estádio: Royal Bafokeng, em Rustenburgo

Apesar de pouco atacar, os Estados Unidos tiveram duas chance de empatar, uma delas ainda no primeiro tempo, com Findley, e outra no primeiro minuto do segundo, com Feilhaber, que pararam em grandes defesas de Kingson.

Com o passar do tempo, Gana foi abdicando do ataque e passou a sofrer pressão dos norte-americanos. E a insistência se mostrou a novamente a melhor arma da equipe dos Estados Unidos, que já havia corrido atrás do placar nos empates contra Inglaterra e Eslovênia e conseguiu a vitória salvadora na primeira fase sobre a Argélia apenas no último minuto.

Aos 14 do segundo tempo, Dempsey penetrou na área de Gana e foi derrubado por Jonathan Mensah. Pênalti, que Donovan converteu para marcar o seu terceiro gol na Copa e tornar-se um dos seus seis artilheros.

Mesmo depois de sofrer o empate, Gana continuou se arriscando pouco no ataque. Os Estados Unidos, mais do que satisfeitos com a sobrevida, também não se aventuraram muito no tempo normal.

FINAL DIFERENTE. Na prorrogação, Gana marcou novamente, mais uma vez em um lance em que um ganense tomou a bola de um norte-americano. Logo aos dois minutos, depois de um chutão para frente, Gyan trombou com Bocanegra, ganhou a jogada e bateu forte na saída de Howard, para marcar também o seu terceiro gol na Copa.

Sem forças, apesar de partirem com tudo na tentativa do novo empate, os Estados Unidos ainda brigaram até o final, mas não conseguiram passar pela aplicação de Gana na marcação.

Gyan corre para comemorar o gol que garantiu Gana nas quartas de final, contra o Uruguai

 

 

 

 

 

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