Alê Vianna/CA Juventus
Jogadores do Juventus brigam pela bola em treino Alê Vianna/CA Juventus

Na reta final da A2, clubes tradicionais lutam para retornar à elite estadual

Portuguesa, Juventus, Guarani e Bragantino ainda sonham com acesso; só o São Caetano está tranquilo

Alison Negrinho, Luís Filipe Santos e Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2017 | 07h00

A duas rodadas do fim da primeira fase, a Série A2 do Paulista mostra-se equilibrada. Depois da 17.ª rodada, a diferença entre o 4.º e 13.º colocado é de apenas seis pontos. A expectativa é enorme para os últimos confrontos do torneio, que vão definir os quatro semifinalistas, que brigarão por duas vagas na elite do Estadual em 2018, e os seis rebaixados para a A3. Nesse cenário, times tradicionais que brigam para voltar aos bons tempos convivem com mais pressão, mas se apegam ao peso da camisa para decidir.

Nesta temporada, cinco dos mais tradicionais clubes do estado estão na disputa – Portuguesa, Juventus, Guarani, Bragantino e São Caetano. Desses, apenas o Azulão respira tranquilo, já que lidera o torneio com 34 pontos e está garantido entre os quatro semifinalistas. 

O São Caetano mantém o técnico Luís Carlos Martins no comando desde 2014, paga salários em dia e tem boa base. Mesmo assim, tenta se fortalecer para o começo do mata-mata, fase em que foi eliminado em 2016. “Sabemos que será outro campeonato. Temos de ver o que fizemos de errado nos últimos anos e fazer diferente”, ensina Esley, capitão do time. 

Portuguesa, Juventus e Bragantino fizeram até agora uma campanha intermediária, o que pode não ser suficiente para ficar entre os quatro primeiros. 

No Canindé, a esperança da diretoria da Portuguesa é no “espírito de decisão” da equipe para a reta final. Os cartolas do Canindé já falam em preparar o elenco paras as próximas temporadas do futebol nacional. 

“A classificação seria o ápice da nossa preparação, mas sendo realistas, sabemos que a chance é pequena. O nosso foco agora é na participação na Série D do Campeonato Brasileiro e na preparação do clube para os próximos anos”, defende o novo presidente Alexandre Barros, eleito neste ano na Lusa.

Na Rua Javari, a situação do Juventus não muito é diferente. Na 9.ª posição, o clube joga contra o Batatais, 4.º colocado, amanhã, em casa. Deve apresentar uma formação ofensiva para garantir os três pontos e decidir tudo na última rodada. 

Com 71 participações na elite, o Juventus não vê a Série A1 desde 2008, quando foi rebaixado. De lá pra cá, chegou a cair para a A3 e retornou para a A2 neste ano apenas. De olho em 2018, o clube pretende investir nos atletas do sub-20. Para a edição da Copa Paulista, no segundo semestre, o Moleque Travesso deve mesclar a experiência do grupo principal com jogadores jovens. A intenção é fortalecer a equipe para as disputas do ano que vem e retomar a tradição do clube de revelar jogadores de qualidade no Estadual.

“O Juventus tem de voltar a ser o que era antes”, prega Vitor Faustino, gerente de futebol e que defendeu o clube como goleiro em 1992 e 1993. “Queremos voltar a revelar atletas e fazê-los atuar como jogadores experientes. Isso sempre fez parte da preparação das nossas equipes e da história do clube”, explica o dirigente.

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Vadão é a maior esperança do Guarani para voltar à elite

Desde a chegada do treinador, os campineiros obtiveram três vitórias, um empate e uma derrota

Alison Negrinho, Luís Filipe Santos e Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2017 | 07h00

Após conquistar o acesso à Série B do Brasileiro na temporada passada, o Guarani agora sonha em voltar à elite do Campeonato Paulista. Brigando pela zona de classificação para as semifinais da A2, a equipe está com 27 pontos e ocupa o quinto lugar, um ponto atrás do Batatais – as duas equipes se enfrentam na última rodada. O Bugre tem no experiente técnico Vadão um dos principais trunfos para atingir seu objetivo.

Desde a chegada do treinador, os campineiros obtiveram três vitórias e um empate – amargaram uma derrota. Em campo, destaque para o atacante Eliandro, que já balançou as redes seis vezes e briga pela artilharia do torneio, além do ídolo Fumagalli. Aos 39 anos, o camisa 10 marcou três vezes e é o mais perigo nas bolas paradas.

Fora dos gramados, o Guarani sofreu com uma redução em seu orçamento. Por causa do rompimento com a patrocinadora Magnum, a folha salarial passou de R$ 380 mil para R$ 200 mil. Por outro lado, a campanha tem atraído os bugrinos. No Brinco de Ouro da Princesa, a média é de 4.978 torcedores por partida, a maior do torneio.

O Bragantino está no segundo ano consecutivo na A2 do Paulista. Em 6.º lugar, a equipe ainda acredita na classificação para o mata-mata. “Sabemos das dificuldades, mas continuamos determinados e perseverantes em atingir a nossa meta, que é a de voltar para a primeira divisão. A luta é grande, mas continuamos trabalhando duro para conseguir esse acesso”, disse o vice-presidente do Bragantino, Luiz Arthur Abi Chedid.

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