Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Na volta de Messi ao Maracanã, Argentina ganha e pega o Brasil na semifinal

Lautaro Martínez e Lo Celso marcam os gols da vitória por 2 a 0 diante da Venezuela que coloca os argentinos no caminho da seleção na terça-feira, no Mineirão

Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2019 | 18h04

No retorno de Messi ao Maracanã, a Argentina não conseguiu fazer uma grande partida e chegou a sofrer pressão da Venezuela no segundo tempo. Mesmo assim, foi efetiva nas poucas chances que criou, fez 2 a 0 e se classificou para a semifinal da Copa América. Na próxima terça, a equipe de Lionel Scaloni irá medir força com o Brasil no Mineirão para decidir quem fará a final do torneio continental.

Nas arquibancadas, as cores predominantes foram o azul celeste e o branco da Argentina, mas também havia muitos torcedores vestindo o uniforme cor vinho da Venezuela, o amarelo do Brasil... e o grená do Barcelona. A torcida desses não era por uma seleção ou por outra, era por Messi.

Eleito cinco vezes o melhor jogador do mundo, o craque argentino voltou ao Maracanã pela primeira vez após a Copa do Mundo de 2014. Naquele Mundial, Messi fora decisivo na estreia ao marcar o gol da vitória por 2 a 1 sobre a Bósnia, mas não conseguiu evitar o título da Alemanha na decisão, conquistado com um gol no fim da prorrogação.

Desta vez, mesmo que não houvesse nenhum venezuelano em sua cola durante praticamente todo o jogo, Messi não foi brilhante, mas foi efetivo o suficiente para ajudar a Argentina a achar o caminho do gol. No primeiro tempo, partiu dele a cobrança de escanteio que descobriu Agüero no lance que terminou com gol de Lautaro Martinez, assim como saiu dos pés dele as raras jogadas bem construídas de ataque.

Faltou a Messi, contudo, ter com quem jogar. A Argentina de 2019 nem de longe lembra aquela que chegou à final da Copa do Mundo em 2014. A seleção funciona pouco como equipe e está carente de individualidades. Agüero não consegue espaço no ataque e o time tem dependido mais do oportunismo de Lautaro Martínez, que abrira o marcador contra o Catar e fez o mesmo contra a Venezuela.

Os argentinos também têm demonstrado outro problema nesta Copa América: a falta de fôlego no segundo tempo. Foi assim na estreia com derrota diante da Colômbia, e foi assim de novo diante dos venezuelanos. No Maracanã, se no primeiro tempo a Argentina teve mais volume de jogo e soube amassar a Venezuela até abrir o marcador, no segundo a seleção se acomodou e deixou o adversário jogar.

Bem treinada por Dudamel, a Venezuela se arriscou ao ataque usando os flancos. Machís e Hernandez eram os mais acionados, sendo que o lateral direito – que atuou quase como um ponteiro – teve a melhor chance de empate, ao chutar da entrada da área e obrigar Armani a fazer boa defesa, aos 25.

O gol que não saiu, porém, acabou custando caro três minutos depois. Farinez não conseguiu segurar chute de Agüero e Lo Celso, que acabara de entrar, chutou livre para fazer 2 a 0 e colocar a Argentina no caminho do Brasil.

VENEZUELA 0 X 2 ARGENTINA

VENEZUELA – Fariñez; Chancellor, Moreno, Herrera e Machís (Martínez); Rincón, Mago (Soteldo), Murillo, Rosales (Seijas) e Hernández; Rondón. Técnico - Dudamel.

ARGENTINA – Armani; Foyth, Pezzella, Otamendi e Tagliafico; Paredes, De Paul e Acuña (Lo Celso); Messi, Agüero (Dybala) e Lautaro Martínez (Di Maria). Técnico – Lionel Scaloni.

GOLS – Lautaro Martínez, aos 9 minutos do primeiro tempo; Lo Celso, aos 25 do segundo tempo.

ÁRBITRO – Wilmar Roldán (COL/FIFA).

CARTÃO AMARELO – Rincón, Herrera e Rondón (VEN); Lautaro Martínez e Acuña (ARG)

RENDA – R$ 9.198.480,00.

PÚBLICO – 42.495 pagantes.

LOCAL – Maracanã, no Rio (RJ).

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