Nairo e Forte tentam arquivar processo

O Tribunal de Justiça começou a julgar nesta quinta-feira dois habeas corpus em favor de Nairo Ferreira de Souza e Paulo Donizete Forte, presidente e médico do São Caetano, que objetiva o arquivamento do processo a que ambos respondem por homicídio qualificado envolvendo a morte do zagueiro Serginho.O julgamento foi adiado para a próxima semana após o voto do desembargador relator Debatin Cardoso negando os dois habeas corpus. Para ele, a responsabilidade criminal de Nairo e de Paulo está caracterizado, o que autoriza o prosseguimento do processo no 5.º Tribunal do Júri na Capital. Faltam ainda dois votos para encerrar o julgamento. Os dois desembargadores Ribeiro dos Santos (que já pediu adiamento) e Pedro Gagliardi. O homicídio qualificado é considerado crime hediondo. A pena vai de 12 a 30 anos de cadeia, em regime integralmente fechado, sem direito a qualquer benefício.Serginho morreu em pleno gramado do Morumbi, em 27 de outubro do ano passado, fulminado por ataque cardíaco, durante uma partida entre o São Paulo e o São Caetano. A Promotoria de Justiça acusa o presidente e o médico de sonegarem a informação de que Serginho sofria de "taquicardia ventricular não sustentada" constatada em dois exames no Incor (Instituto do Coração), o que recomendava o seu imediato afastamento dos gramados. Acrescenta a acusação que eles agiram por " motivo torpe", qual seja, "usufruir o jogador que era titular absoluto do clube".Os advogados Antonio Claudio Mariz de Oliveira e Luiz Fernando Sá de Souza Pacheco, argumentam a denúncia é "inepta" (conflitante com a lei) e que a instauração do processo crime constitui "clamoroso constrangimento". Garantem que o São Caetano e seus dirigentes não receberam qualquer documento do Incor recomendando o afastamento de Serginho das atividades desportivas. Tanto que após exames ele participou de 47 jogos sem apresentar qualquer anomalia.

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