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Nalbert espera valorizar regionais

O campeão olímpico Nalbert estreou na temporada nacional, após seis anos sem jogar vôlei no Brasil - foram cinco anos no clube italiano Macerata e um no japonês Panasonic. Nalbert disse que estava ansioso por entrar em quadra num torneio nacional, após tanto tempo, jogou três sets inteiros, após um período de sete meses sem fazer uma seqüência de partidas, e até perdoou a torcida - o ginásio de São Bernardo tinha "quase mil pessoas". Disse que o ginásio era grande e que a noite estava fria, terça-feira, quando o Banespa venceu a Ulbra/São Paulo por 3 sets a 2. Espera que sua presença ajude a valorizar os campeonatos nacionais. Duas lesões, no ombro e no calcanhar, atormentaram a temporada de um dos jogadores mais importantes da seleção do técnico Bernardo Rezende. Primeiro foi a cirurgia no ombro e a longa recuperação, mas sem tempo de adquirir ritmo para estar em quadra na Olimpíada. Viu o torneio do banco e ainda enfrentou uma lesão no calcanhar, adquirida em Atenas, mas que só teve tempo de tratar no Brasil. Perdeu o início da temporada do retorno, mas agora está confirmado para a fase semifinal do Campeonato Paulista, a partir do dia 30, numa série melhor-de-três. O Banespa enfrentará o Náutico/Araraquara. Wizard/Suzano e Ulbra fazem a outra semifinal. Nalbert, de 30 anos, capitão da seleção brasileira campeã mundial (2002) e olímpica, em Atenas, no mês de agosto - contratado pelo Banespa para valorizar a equipe -, matou a saudades da quadra e espera ajudar a tornar o Campeonato Paulista e depois a Superliga mais interessante. Nalbert é um dos quatro jogadores que permaneceram no Brasil dentre os 12 que estavam na seleção campeã olímpica. "Serão poucos os ídolos em quadra numa temporada como essa, após a conquista do ouro olímpico. Mas infelizmente nossa economia não pode competir com o euro e o dólar." Seu retorno juntou o projeto do Banespa, de ganhar destaque no País, com a sua vontade de voltar a atuar no Brasil, apesar de ter recebido seis propostas do exterior. Mas esta deverá ser a última temporada de sua carreira no vôlei de quadra. Não mudou de idéia quanto a migrar para o vôlei de praia em 2005. "Meu projeto está mantido. Minha despedida da seleção foi em Atenas. Ao mesmo tempo em que foi maravilhosa, por causa do ouro olímpico, não foi a ideal porque eu gostaria de estar jogando."

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