Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

'Não acertei meu pênalti, mas ajudei com duas defesas', diz Tiago Volpi

Goleiro foi decisivo para o São Paulo triunfar no Allianz Parque e voltar à decisão do Paulista após 16 anos

Gonçalo Júnior, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2019 | 19h47

O grande personagem da decisão por pênaltis que classificou o São Paulo à final do Campeonato Paulista neste domingo foi o goleiro Tiago Volpi. Ele foi um herói ao defender a penalidade de Ricardo Goulart. Perdeu essa aura quando desperdiçou sua própria cobrança. Mas ele recuperou a condição de protagonista ao espalmar a cobrança de Zé Rafael e – aí sim – definir a classificação à final. O placar da semifinal no Allianz Parque apontou 5 a 4 para o São Paulo, que volta à decisão estadual depois de 16 anos.

"Não fui feliz na cobrança, mas as pessoas têm de entender que não fiz algo novo na minha carreira. Já tinha outros pênaltis como profissional em decisão. No México, nós havíamos ganhado uma decisão quando eu bati. Não foi nada novo", afirmou o goleiro que chegou ao São Paulo depois de se tornar ídolo no Querétaro, um dos principais clubes do futebol mexicano.

"Eu quis assumir essa responsabilidade. Não acertei, mas pude ajudar com duas defesas. Por isso, o futebol é tão emocionante. Em uma fração de segundos, ele faz mudar toda uma história", completou o goleiro.

Volpi se tornou ídolo no futebol mexicano exatamente por ser especialista em cobranças de pênalti. Em 2016, ele foi decisivo na semifinal e na final da Copa do México. Nos quatro anos de Querétaro foram 11 pênaltis defendidos.

Com 28 anos, Tiago Volpi se destacou no Figueirense, onde jogou entre 2012 e 2014, antes de se mudar para o México. Lá, ele se tornou ídolo e iniciou processo de naturalização no país por causa da possibilidade de defender a seleção local. Depois de chegar ao São Paulo, ele alternou boas e más atuações no início da temporada, mas ganhou a disposição com Jean para ser o dono da camisa 1 do São Paulo.

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