Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

'Não desejo a ninguém', diz Muricy Ramalho sobre fase de Mano

Técnico do São Paulo mostra apoio ao colega do Corinthians depois dos protestos sofridos pela eliminação na Copa do Brasil, na quarta

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

17 de outubro de 2014 | 19h45

A forte pressão sofrida por Mano Menezes após a eliminação para o Atlético-MG na Copa do Brasil sensibilizou Muricy Ramalho. Ao comentar os protestos da torcida do Corinthians contra o treinador, o comandante do São Paulo disse que não deseja esse tipo de momento para ninguém e saiu em defesa do corintiano.

"Esse negócio, juro por Deus, de ver situações como a do Mano não gosto de ver ninguém passar porque isso pode acontecer comigo também. Vocês não têm noção do que é ser treinador de futebol, o que a gente passa, a pressão que existe. Parece que cai um prédio na cabeça do cara, é o pior momento da vida e você daria tudo pra trocar", defendeu.

A declaração vem num momento em que os treinadores se afastaram após uma série de farpas disparadas ao longo do ano. No Campeonato Paulista, Mano insinuou que o São Paulo entregou o jogo para o Ituano para ajudar a eliminar o rival ainda na primeira fase; já no Brasileiro, o técnico corintiano ironizou uma suposta boa vontade da imprensa com o rival e, no clássico entre as equipes que teve um pênalti mal marcado de Antonio Carlos, disse que "é bom ver os outros chorarem um pouquinho de vez em quando".

Os torpedos de Mano acabaram esfriando uma relação que antes era bastante próxima e Muricy nunca escondeu a mágoa com os comentários. Ao falar sobre o episódio, o são-paulino fez questão de mostrar que as farpas deixaram cicatrizes. "E anotem tudo porque é de coração, porque o Mano não é meu amigo", encerrou Muricy.

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