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"Não faço nada, mas ganho muito dinheiro", diz Van Gaal no United

Treinador é polêmico ao comentar sua atual função no clube

Estadão Conteúdo

19 de novembro de 2015 | 10h14

Louis van Gaal sempre foi conhecido pelo temperamento forte e declarações polêmicas. Nesta quinta-feira, o treinador holandês voltou a ser notícia por uma dessas características ao falar sobre sua vida no Manchester United, mas mostrou um lado muito mais bem humorado.

"Hoje eu não faço nada. Nada! Eu delego. Eu delego e ganho muito dinheiro", disse em entrevista ao jornal The Telegraph. O holandês ainda explicou os motivos de "não fazer nada" e listou as mudanças do futebol da atualidade em relação aos anos 90, quando iniciou a carreira como treinador.

"Eu sou de uma época em que você (o técnico) fazia tudo. Agora, sou o técnico e tenho um departamento de ciência no esporte, um departamento de estatísticas, um departamento médico, tenho técnicos auxiliares e tenho gerentes auxiliares", declarou.

São declarações desse tipo que contribuem para a fama de "arrogante" de Van Gaal. O técnico holandês lida com este rótulo desde os tempos de Barcelona, quando chegou a ter entreveros com diversos jogadores, entre eles Rivaldo, mas não parece se incomodar. Ele garante, aliás, que o estigma só acontece por causa de sua competência à beira do gramado.

"O feedback é muito importante, claro. Tenho que dizer isso, porque senão sou arrogante", brincou. "Também sou inovador, mudei muita coisa em termos de preparação para os jogos. Fui o primeiro técnico a usar um notebook. Agora todos estão com notebooks. Também fui o primeiro técnico que usou vídeos."

Van Gaal tem 64 anos, passou por diversos clubes e seleções, como Barcelona, Holanda, Bayern de Munique e, agora, Manchester United, mas ganhou espaço no cenário europeu logo em seu primeiro trabalho, no Ajax. Com um time extremamente jovem, com nomes como Van der Sar, Frank e Ronald de Boer, Davids, Seedorf, Overmars, Kluivert, entre outros, conquistou a Liga dos Campeões em 1995 e o Mundial de Clubes do mesmo ano. Ao olhar para trás, o treinador lembra com carinho desta época.

"Não tínhamos dinheiro algum e estávamos falidos, então tive que olhar para os jovens. Achamos o Litmanen, que compramos por 10 mil libras. Também compramos o Finidi George por 3 mil libras. Eu mesmo paguei! Então, compramos o Overmars. Mas os nomes que você vai lembrar são os do Seedorf, Kluivert, Reiziger. Ganhamos tudo com um futebol muito ofensivo", recordou.

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