'Não guardo mágoas do Felipão', diz Diego Costa

Em entrevista ao Estado, atacante da seleção espanhola diz que não tem nenhuma mágoa do técnico da seleção brasileira 

Raphael Ramos - Enviado especial a Curitiba, O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2014 | 13h29

Às vésperas da estreia da Espanha na Copa do Mundo, sexta-feira, contra a Holanda, em Salvador, tudo o que Diego Costa não quer é arrumar confusão com o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari. Por isso, nesta terça-feira, ele tratou de evitar críticas ao treinador. "Não guardo nenhuma mágoa dele. Não tenho motivos para isso", disse o atacante do Atlético de Madrid ao Estado, no CT do Caju, em Curitiba.

Depois de abrir mão da seleção brasileira para defender a Espanha e ouvir de Felipão que deu "as costas para um sonho de milhões", o atacante viu o seu pai aumentar a polêmica em torno do seu nome. Em entrevista à TV Bandeirantes, José Dias Costa disse que "quem traiu o povo foi o Felipão, que fez mais três convocações depois da Copa das Confederações, e não chamou o Diego".

Antes de falar com o Estado nesta terça-feira, Diego Costa concedeu entrevista coletiva no CT do Caju. O atacante foi escalado pela assessoria de imprensa da Federação Espanhola de Futebol para atender os jornalistas justamente para tentar passar uma imagem simpática à torcida brasileira e dizer que tem o apoio da maioria.

"Agora, as coisas estão bem. Mas sei que em algum momento não será assim. O importante é que tenho o apoio de muita gente e isso me deixa tranquilo", disse a mais de 200 jornalistas, a maioria espanhóis.

A recepção da torcida brasileira a Diego Costa é uma das preocupações da Federação Espanhola de Futebol. O temor é que as vaias à seleção, que já foram intensas durante a Copa das Confederações, aumentem no Mundial por causa da escolha feita pelo atacante. Por isso, as declarações públicas do atacante são ensaiadas e bastante cautelosas.

Diego Costa aproveitou para elogiar a recepção que teve ao chegar na seleção espanhola. "As pessoas me tratam de uma maneira especial. Para mim está sendo impressionante. Estou vivendo um momento lindo e só tenho a agradecer."

Após jogar 73 minutos contra El Salvador, sábado, em amistoso disputado em Washington, nos Estados Unidos, o atacante garante estar recuperado da lesão na coxa direita que quase o deixou fora do Mundial e pronto para enfrentar a Holanda na sexta-feira. "Eu precisava daquele jogo para tirar a sensação de que a lesão voltaria. Nas outras vezes, eu estava bem, mas quando jogava ela voltava (na final da Liga dos Campeões, por exemplo, ficou apenas nove minutos em campo). Agora me encontro muito melhor e sem nenhum problema."

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