Não há consenso e Andrés Sanchez é candidato no Corinthians

Filiados da chapa Renovação & Transparência votam para que escolha de sucessor de Dualib seja nas urnas

Fábio Hecico , Estadão

01 de outubro de 2007 | 22h54

Agora é oficial: não houve nome de consenso e vai ter disputa pela cadeira de presidente do Corinthians no dia 9. Nesta segunda-feira à noite, em reunião no Tatuapé, os filiados do grupo Renovação & Transparência decidiram que Andrés Sanchez será candidato. Todos os 108 presentes votaram pela candidatura, outros 17 ausentes ainda foram a seu favor e apenas Márcio Roberto Camarotto, de casa, votou pelo nome de Waldemar Pires, o proposto para um consenso. Andrés abriu o encontro dizendo-se favorável a um consenso, desde que os filiados da chapa aceitassem. Em discursos inflamados, porém, ninguém aceitou que a escolha do substituto de Alberto Dualib não viesse pelos votos. Assim, os 397 conselheiros do clube decidirão quem assumirá o fim do mandado do presidente destituído, até janeiro de 2009. Além de Andrés, Osmar Stábile, da Ação Corintiana também já anunciou a candidatura. Paulo Garcia ainda não e nesta segunda, o vice-presidente de Futebol, Antoine Gebran, desistiu de concorrer para se dedicar integralmente para tentar salvar o time do rebaixamento no Brasileiro. Deve lutar pelo posto mais alto do clube em 2009.  "Não será um embate [a eleição]. Todos querem o bem do clube, seja quem for o vencedor", afirmou Andrés, logo após ver seus aliados cantarem o hino do Corinthians. O lançamento oficial do seu projeto acontecerá nesta quinta-feira. "Nossa principal meta, no momento, será a de salvar o time do rebaixamento. Vamos dar apoio à comissão técnica e ao grupo de jogadores. Dia 9 vai sair um eleito e os derrotados terão de se unir, pelo bem da instituição."  Na reunião, um conselheiro propôs que o vencedor indique 5 dos 9 vice-presidentes. Os outros quatro seriam apontados pelos dois perdedores. A idéia, contudo, gerou discordância. A única certeza é que, como agora não serão mais três, e sim um vice-presidente, o da chapa de Andrés é Heleno Maluf. Acordo Como Paulo Garcia ainda não lançou, oficialmente, sua candidatura, Stábile ainda estuda uma união. Já havia proposta para que Garcia fosse seu vice. A decisão será tomada nesta terça-feira. "Estive pensando no time e posso até abrir mão. A gente tenta falar em projeto e só aparece a crise do rebaixamento", disse. "Vamos ver, até amanhã [terça] vamos definir alguma coisa, se eu vou apoiar o Paulo ou se ele me apóia. Pode ser que façamos algum acordo para que o Corinthians sofra o mínimo possível", enfatizou. "No momento, o melhor seria ter apenas dois candidatos."

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