Rafael Arbex - Estadão - 09/10/2104
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'Não há motivo para renúncia', diz secretário-geral da CBF

Feldman defendeu Marco Polo Del Nero do protesto no Rio

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2015 | 17h08

Logo depois que ex-jogadores e personalidades esportivas e artísticas cobraram a renúncia imediata do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, em um protesto realizado na frente da entidade, no Rio de Janeiro, o secretário-geral da entidade, Walter Feldman, afirmou que ainda não conhece o teor do manifesto lido pelos ex-jogadores, mas defendeu o presidente licenciado desde o dia 3 de dezembro. 

"Está na Constituiçlão a presunção da inocência. Não há elemento para fazer pré-julgamento do presidente Marco Polo. Temos segurança do que está sendo feito. Amanhã (quarta-feira) ele estará na CPI do Senado para se manifestar a respeito. É a primeira vez que ele terá a oportunidade de apresentar o que considera adequado. Não há motivo para renúncia ou abandono", afirmou Walter Feldman em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira.

Feldman afirmou que a CBF está aberta ao diálogo. "Não há problema em receber manifestação. Havia a expectativa de que eles fizessem a entrega de algum documento e seriam recebidos normalmente", disse o secretário-geral. 

Um exemplo dessa postura, segundo Feldman, foi o convite que a entidade fez ao ex-jogador Raí para que expusesse suas reivindicações (Raí foi um dos jogadores que participaram do protesto desta terça-feira). Segundo Feldman, Raí se negou a comparecer à CBF.

Feldman ainda defendeu a escolha de Antonio Carlos Nunes Lima como novo vice-presidente da CBF, em substituição a José Maria Marin, preso desde maio. Se for eleito, o Coronel Nunes será o vice mais velho da CBF e, assim, poderá assumir a presidência em caso de renúncia definitiva de Marco Polo Del Nero, hoje licenciado para se defender de acusações de corrupção formuladas por autoridades dos EUA. A escolha seria uma manobra para impedir que Delfim Peixoto, até então o vice-presidente mais velho, assuma o cargo.  

“O presidente Nunes tem um abaixo-assinado de quase a totalidade das federações, e a informação que eu tinha até ontem (segunda) é que 12 clubes da Série A já haviam assinado, e mais de dez clubes da Série B", disse o secretário-geral. 


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