Arquivo/São Paulo
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'Não imaginava que o Rogério se tornaria o ídolo que virou'

Antecessor de Ceni, Zetti analisa legado do ídolo do São Paulo

O Estado de S. Paulo

05 de dezembro de 2015 | 17h00

Zetti foi goleiro do São Paulo entre 1990 e 1996, período em que conviveu com Rogério Ceni diariamente. O bicampeão mundial em 1992 e 1993 viu no então jovem reserva potencial para crescer no clube e o substituir, como veio se concretizar no começo da temporada de 1997. Ao Estado, o ex-jogador relembrou o começo da carreira de Ceni e projetou o futuro do clube após a aposentadoria do capitão.

Leia a análise de Zetti:

O goleiro que substituir o Rogério terá de ser campeão, não tem outra escolha. O sucessor vai ter de registrar a marca dele com a imagem, com a maneira de atuar, mas não precisa bater falta, fazer gol nem nada diferente. Tem de ser alguém que ajude o time a vencer os jogos e conseguir títulos. Não vai apagar a história do Rogério, nem a do Zetti, do Gilmar Rinaldi ou a do Waldir Peres. Acho que vai ser um complemento, um goleiro que vai criar a história dele.

Confesso que sempre via potencial no Rogério pela maneira como treinava e vinha jogando na base, mas sem essa expectativa de que ele se tornaria o ídolo que se tornou e chegaria a os 42 anos jogando no clube. Isso é muito difícil, porque o mercado é muito envolvente.

A gente até brincava muito nos treinos de cobrar faltas, de tentar derrubar a camisa pendurada na trave. Para mim era só uma brincadeira, mas ele levava a sério. Quem perdia a aposta, tinha de servir o companheiro no jantar. O Rogério também sempre me falava que eu tinha de bater faltas, porque chutava forte. Mas na equipe já havia jogadores que tinham essa responsabilidade, como o Palhinha, o Muller e o Raí. Então nunca me passou pela cabeça fazer isso. O Rogério sempre observou muito a maneira de bater na bola e isso foi importante para o sucesso dele.

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