Djota Carvalho/PontePress
Djota Carvalho/PontePress

‘Não podemos abrir mão de nossa estrutura do jogo’

Técnico reconhece força do Palmeiras, garante que não há clima de ‘já ganhou’ na Ponte e aposta na rapidez de seu ataque

Entrevista com

Gilson Kleina, técnico da Ponte Preta

Gonçalo Júnior, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2017 | 07h00

Aos 49 anos, o técnico Gilson Kleina disputa a fase final de Campeonato Paulista pela terceira vez com a Ponte Preta. Em 2011, parou nas quartas diante do Santos de Neymar. No ano seguinte, levou a Ponte às semifinais, mas a equipe foi eliminada pelo rival Guarani. Em 2017, reencontra o Palmeiras, que dirigiu entre 2012 e 2014. Ao Estado, fala sobre a passagem pelo alviverde e revela as estratégias para a decisão de sábado, após a vitória por 3 a 0 em Campinas. “Temos o ataque mais rápido do torneio.” 

Com a vantagem de três gols, qual é a estratégia para chegar à final do Paulistão?

Temos de manter os pés no chão. O Palmeiras é uma equipe forte e competente, e sabemos que virá para cima. Aqui não existe ‘semana do já ganhou’. A estratégia é ter humildade, foco e muito empenho. Não podemos abrir mão de nossa estrutura de jogo. O adversário é bom, mas temos o ataque mais rápido do torneio, agudo e com muita movimentação. Isso foi importe domingo e não será deixado de lado. 

Você chegou no final de março. Quais foram suas prioridades?

A consistência vem com o trabalho, com a construção do jogar coletivamente, sabendo que é possível. Desde que cheguei, busco essa atmosfera otimista e deixo os atletas conscientes de que a crença em algo melhor tem de vir acompanhada de trabalho. 

Foi o melhor jogo da Ponte Preta sob seu comando?

Sem dúvida. Foi a melhor partida da equipe comigo. 

Como se sente diante do desafio de levar a Ponte a conquistar um título inédito?

Como disse logo que cheguei aqui (23 de março), tenho esse sentimento de que voltei para concluir algo. O trabalho anterior foi muito bom, subimos com o time para a elite depois de anos de Série B. Adoro a Ponte, tenho grande identificação e queria trazer algo mais. É cedo para falar em título, há muito a ser feito ainda, mas fico feliz de ter essa chance de chegar lá, seja neste Paulista, na Copa Sul-Americana ou em qualquer competição que a gente vá disputar. 

A semifinal marca um reencontro com o Palmeiras, após sua passagem entre 2012 e 2014. Como foi trabalhar lá?

Colocamos muitos garotos que eram excelentes jogadores, mas muitos jovens ainda. Mesmo assim, conseguimos nos classificar em primeiro lugar na Libertadores. No Brasileiro, precisávamos ganhar 10 jogos para ficar na Primeira Divisão. Não conseguimos. Não tinha noção do que era um rebaixamento com uma equipe como o Palmeiras. Mas tenho de agradecer porque me deram tempo para resgatar o Palmeiras e voltar à Série A. Fizemos um trabalho de reconstrução. Sou muito grato ao período em que passei por lá.

Você já passou pela Ponte entre 2011 e 2012. Existe identificação com o clube?

Quando cheguei, alguém me pediu para cantar uma música que representasse o momento e não tive dúvidas. Cantei Casa, do Lulu Santos. Aquela parte que diz “eu tô voltando para casa outra vez”. 

 

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