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'Não podemos deixar a pressão atrapalhar', afirma Willian

Meia fala com exclusividade ao Estado antes da Copa América

Entrevista com

Willian

Almir Leite e Gonçalo Junior, enviados especiais a Los Angeles, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2016 | 07h00

Com a ausência de Neymar, o meia Willian terá a missão de liderar tecnicamente a seleção brasileira na Copa América. Por aquilo que mostrou na temporada europeia, o ex-corintiano está preparado. Em uma eleição direta realizada entre torcedores e jogadores do Chelsea, Willian foi eleito o "Jogador do Ano". Conseguiu o feito mesmo em uma temporada irregular da equipe, que ficou apenas em 10.º lugar no Campeonato Inglês e foi eliminado na Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain, nas oitavas de final.

Em entrevista ao Estado, antes da apresentação à seleção em Los Angeles, o meia, que esteve presente em todas as convocações de Dunga na segunda passagem do técnico, avalia que está no melhor momento de sua carreira, mas afirma que a seleção ainda está em formação. "Não podemos deixar a pressão atrapalhar o nosso trabalho", diz.

Você foi eleito o melhor jogador do Chelsea na temporada e teve atuações consistentes na seleção brasileira. É o melhor momento da sua carreira?

Desde o início da minha carreira, sempre tive o objetivo de melhorar a cada ano, não me acomodar mesmo nos meus melhores momentos e acho que tenho conseguido isso até agora. Acredito que, desde que cheguei ao Chelsea, esse foi o meu melhor ano, individualmente, com números importantes. Por isso, acredito que é, sim, o melhor momento da minha carreira, mas não quero me acomodar, não vou parar por aqui.

Quais são suas expectativas para a Copa América, na qual a seleção terá jogadores jovens, com foco na preparação olímpica, e outros mais experientes?

Representar a seleção brasileira é sempre um motivo de muito orgulho para mim e estou confiante. Acho que será uma competição muito difícil, como já foi a última Copa América (a seleção foi eliminada pelo Paraguai nas quartas de final, nos pênaltis), mas acredito que temos condições de fazer uma boa competição.

Como avalia o grupo de jogadores convocados?

Acho que o grupo é forte. Há jogadores com bastante experiência, outros jovens, mas já rodados, e podemos ter um time forte.

Como um dos líderes do elenco, como você lida com a pressão sobre a seleção brasileira, principalmente com as dificuldades das Eliminatórias, na qual o Brasil está em sexto lugar?

Quem está na seleção brasileira tem que estar preparado para a pressão. Sabemos que o momento da seleção, pelos últimos resultados em competições oficiais, aumenta ainda mais a cobrança, mas não podemos deixar essa pressão atrapalhar o nosso trabalho.

Você acredita que o time ainda irá crescer?

Temos uma seleção que ainda está em formação, está se encontrando aos poucos e tem tudo pra crescer. Temos de trabalhar e ter um pouco de tranquilidade e paciência que as coisas vão acontecer.

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