'Não temos mais nada a fazer', diz Danilo no Palmeiras

Eliminado pelo Goiás na semifinal da Copa Sul-Americana, o Palmeiras ficou sem chance de buscar o seu último grande objetivo no ano, que era a conquista da vaga na Copa Libertadores. Em meio à dura realidade, o elenco não realizará trabalhos nesta quinta-feira. Os jogadores voltam às atividades nesta sexta, mas os titulares podem ganhar folga antecipada, já que o técnico Luiz Felipe Scolari afirmou que planejava escalar apenas reservas nas duas rodadas finais do Campeonato Brasileiro.

AE, Agência Estado

25 de novembro de 2010 | 11h36

No próximo domingo, por exemplo, são grandes chances as de o Palmeiras entrar sem seus titulares diante do líder Fluminense, em Barueri, pela penúltima rodada da competição nacional. O zagueiro Danilo admitiu não ter motivação para encarar a equipe carioca.

"Não sei se devemos escalar os reservas ou os titulares diante do Fluminense", disse. "Não vamos sair da 10.ª posição no Brasileirão, então não temos mais nada para fazer. Nosso principal objetivo era ganhar a Copa Sul-Americana para disputar a Libertadores, mas isso infelizmente não aconteceu."

E Danilo espera uma pressão ainda maior da torcida para 2011. "O Palmeiras não ganha títulos há muito tempo. E isso pesa bastante. Quem ficar aqui vai ter de suportar isso. A gente vai ter de carregar uma pressão muito grande. O que os jogadores precisam evitar agora é dar declarações fortes para não criar polêmicas."

Com o novo planejamento para 2011, o Palmeiras sofrerá mais para montar um elenco forte, pois trabalhará com receitas menores por não ter mais chances de se classificar para a Copa Libertadores. E, além do fato de que será obrigado a fazer algumas dispensas para reduzir o seu caro orçamento, o clube negocia a renovação de contratos de alguns jogadores.

Um dos principais jogadores do atual elenco, Marcos Assunção tem vínculo com o Palmeiras até o meio do ano que vem, mas conversa para renovar até 2012. "Vamos voltar ao trabalho na sexta-feira e procurar descansar até lá. Essas coisas [negociações para seguir no clube] a gente conversa com a diretoria. Estou machucado com a derrota, e vai doer ainda mais", admitiu o jogador.

As contratações de peso para 2011 que o Palmeiras poderia fazer ficarão mais complicadas de serem concretizadas. Um dos nomes sonhados por Felipão era o de Rafael Moura, atacante do Goiás. Ele, contudo, não deve mais chegar. "Eu tinha contato do Palmeiras e do Cruzeiro para disputar a Libertadores no ano que vem. Mas como o Palmeiras perdeu da gente [Goiás] e está fora, agora eu terei de repensar", revelou Moura, ex-Corinthians.

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