Rubens Chiri/Divulgação
Rubens Chiri/Divulgação

'Não temos que procurar desculpa', afirma Muricy Ramalho

Técnico do São Paulo nega interferência da crise política no time

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

05 de abril de 2015 | 20h30

Depois da derrota para o Botafogo neste domingo o técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, voltou a reclamar da briga política nos bastidores do clube, mas descartou que o problema interfira no rendimento do time. O treinador disse que o novo resultado negativo não permite procurar justificativas pela má fase.

Os 2 a 0 sofridos pelo Campeonato Paulista deixam o São Paulo com a pior campanha entre os grandes do Estadual e sob risco de ter de mandar o jogo das quartas de final longe de capital. "Não temos que procurar desculpa e nem nada. Temos de jogar melhor. Colocar a culpa nos outros não adianta nada. Tem de encarar os problemas e melhorar", comentou.

Muricy explicou que os problemas políticos persistem no clube, porém garantiu que essa situação não chega ao time. "Os jogadores nem ficam sabendo. Isso não atrapalha", contou. Semanas atrás o técnico reclamou que tem desafetos no São Paulo que trabalham para a sua saída, mas disse que esses inimigos não fazem parte da atual diretoria.


O técnico chegou a colocar o cargo à disposição no dia seguinte aos 3 a 0 sofridos para o Palmeiras, também pelo Campeonato Paulista. Porém, em reunião com a presença do vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, e do goleiro Rogério Ceni, Muricy decidiu permanecer no comando do São Paulo.

A derrota em Ribeirão Preto foi a segunda seguida do Tricolor. Na quarta-feira o time havia perdido para o San Lorenzo por 1 a 0, em Buenos Aires, resultado que deixou o grupo da equipe na Libertadores bastante equilibrado. O São Paulo e a equipe argentina estão empatadas com seis pontos.

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