Ralph Orlowski / Reuters
Ralph Orlowski / Reuters

'Não vamos ceder diante do terror', diz CEO do Borussia Dortmund

Dirigente se manifestou após explosões atingirem o ônibus do time; polícia encontrou indícios de terrorismo

Estadao Conteudo

12 de abril de 2017 | 11h34

O diretor-executivo do Borussia Dortmund, Hans-Joachim Watzke, afirmou nesta quarta-feira que o clube "não vai ceder diante do terror", poucas horas antes da partida contra o Monaco, pela Liga dos Campeões. O jogo foi adiado de terça para esta quarta por causa das explosões que atingiram o ônibus do time alemão a caminho do estádio Signal Iduna Park.

"Convoquei os jogadores para mostrar a todos que nós não vamos ceder diante do terror", declarou o CEO do clube, após visitar o time, na manhã desta quarta. "Não vamos jogar nesta noite somente por nós mesmos. Vamos jogar por todos, seja do Borussia, do Bayer Leverkusen ou do Schalke. Queremos mostrar que o terror e o ódio nunca vão determinar nossas ações. E, claro, vamos jogar por Marc Bartra, que quer ver seu time ganhando hoje", declarou Watzke.

Bartra foi o único ferido nas explosões. Ele sofreu lesões leves no braço e na mão direitos. Sem correr risco de morte, o zagueiro foi operado na noite de terça e passa bem. "A família do Borussia sempre se mostrou forte diante de situações difíceis. E esta talvez seja a mais difícil das últimas décadas. E tenho certeza de que nós vamos que o Borussia está mais forte e unido do que nunca", disse o CEO.

O dirigente aproveitou a ocasião para convocar a torcida para o importante duelo, válido pela ida das quartas de final da Liga dos Campeões. "Gostaríamos de pedir a todos os torcedores que usem toda sua energia para apoiar a equipe durante os 90 minutos. O time precisou superar algo incompreensível em um curto espaço de tempo. E todos precisamos ajudá-los a exibir a melhor performance possível hoje", declarou.

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